SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Para avaliar os efeitos da nicotina na prevenção da covid-19, estudo comparou 3 grupos: fumantes há mais de 10 anos, fumantes há mais de 20 anos e um grupo que nunca fumou. Ao longo de 6 meses, avaliou esses grupos para 2 desfechos: a contaminação sintomática por covid-19 e a internação em CTI por COVID-19. Trata-se de estudo:
Grupos definidos por exposição (fumantes) e acompanhados para desfechos futuros = estudo de coorte.
Um estudo de coorte é um tipo de estudo observacional onde grupos de indivíduos são definidos com base em sua exposição a um fator (neste caso, tabagismo) e são acompanhados ao longo do tempo para observar a ocorrência de desfechos de interesse. É ideal para investigar a relação entre exposição e incidência de doenças.
O estudo de coorte é um tipo de estudo observacional analítico que se inicia pela seleção de grupos de indivíduos com base na presença ou ausência de uma determinada exposição (fator de risco). Esses grupos são então acompanhados ao longo do tempo para observar a ocorrência de um ou mais desfechos de interesse. A característica fundamental é que a exposição precede o desfecho, permitindo a avaliação da incidência da doença nos grupos expostos e não expostos. Neste tipo de estudo, os pesquisadores não intervêm, apenas observam e registram os eventos. A questão descreve exatamente essa metodologia: grupos de fumantes (exposição) são acompanhados por 6 meses para verificar a ocorrência de contaminação por COVID-19 e internação em CTI (desfechos). Isso permite investigar a associação entre o tabagismo (e a nicotina) e a suscetibilidade ou gravidade da COVID-19. Os estudos de coorte são valiosos para investigar a história natural das doenças, identificar fatores de risco e calcular medidas de associação como o risco relativo. Embora sejam mais caros e demorados que os estudos caso-controle, oferecem uma evidência mais forte sobre a causalidade, pois a exposição é conhecida antes do desenvolvimento do desfecho.
A principal vantagem é a capacidade de estabelecer a sequência temporal entre exposição e desfecho, permitindo calcular a incidência da doença e o risco relativo.
Existem coortes prospectivas (onde os participantes são acompanhados a partir do presente) e coortes retrospectivas (onde dados passados são usados para definir a coorte e o acompanhamento).
É indicado para investigar a etiologia de doenças, fatores de risco, história natural de doenças e para exposições raras, pois permite observar múltiplos desfechos.
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