SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Em 2023, foi realizado um estudo com o objetivo de identificar fatores associados à gravidade das quedas em pacientes adultos hospitalizados na Austrália Ocidental. Ele envolveu uma análise de registros de quedas de pacientes internados extraídos do Banco de Dados de Incidentes Clínicos do hospital de maio de 2014 a abril de 2019. Sobre essa pesquisa, o tipo de estudo epidemiológico utilizado foi o seguinte:
Estudo que acompanha um grupo (coorte) ao longo do tempo para identificar fatores de risco ou desfechos = estudo de coorte.
Um estudo que analisa registros de pacientes ao longo de um período para identificar fatores associados a um desfecho (gravidade das quedas) é um estudo de coorte, pois acompanha um grupo de indivíduos (pacientes hospitalizados) e seus desfechos ao longo do tempo, mesmo que retrospectivamente.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas fundamentais para investigar a distribuição e os determinantes de doenças e eventos relacionados à saúde em populações. Eles são classificados em observacionais e experimentais. Dentro dos observacionais, os principais tipos são descritivos (relatos de caso, séries de caso, estudos ecológicos) e analíticos (transversais, caso-controle e coorte). Um estudo de coorte é um tipo de estudo observacional analítico que acompanha um grupo de indivíduos (a coorte) ao longo do tempo para observar a ocorrência de um desfecho. Os indivíduos são selecionados com base na presença ou ausência de uma exposição (fator de risco) e são seguidos para determinar a incidência do desfecho. Os estudos de coorte podem ser prospectivos (o acompanhamento ocorre do presente para o futuro) ou retrospectivos (os dados são coletados de registros passados, mas a lógica de acompanhamento da exposição ao desfecho é mantida). No cenário descrito, o estudo analisou registros de quedas de pacientes internados de 2014 a 2019 para identificar fatores associados à gravidade das quedas. Isso significa que os pesquisadores identificaram uma coorte de pacientes hospitalizados (a população em risco) e, retrospectivamente, acompanharam seus registros para ver quais desenvolveram quedas e qual a gravidade, buscando associações com características presentes nos registros. Essa metodologia se encaixa perfeitamente na definição de um estudo de coorte retrospectivo, pois parte da exposição (estar hospitalizado) para o desfecho (gravidade da queda) ao longo de um período definido.
A principal característica é o acompanhamento de um grupo de indivíduos (coorte) expostos e não expostos a um fator de risco ao longo do tempo para observar a incidência de um desfecho de interesse.
No coorte, parte-se da exposição para o desfecho. No caso-controle, parte-se do desfecho (casos) e de um grupo sem o desfecho (controles) para investigar retrospectivamente as exposições passadas.
Vantagens incluem menor custo e tempo, e a possibilidade de estudar desfechos raros. Desvantagens são a dependência da qualidade dos registros existentes e a dificuldade em controlar variáveis de confusão não registradas.
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