SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Uma investigação buscou identificar fatores de risco para morte por Acidente Vascular Encefálico. Adultos com idade entre 50 e 60 anos, sem história prévia de AVE, foram recrutados para o estudo e acompanhados por 05 anos. Foram incluídos inicialmente 23.000 adultos no estudo dos quais 5.000 eram sedentários e 18.000 realizavam atividade física regular (150 minutos de atividade física por semana). Houve perda de seguimento de 1.000 pacientes no grupo de pacientes sedentários e 2.000 no grupo que realizava atividade física regular. Após 05 anos, foram verificados 150 óbitos no grupo de pacientes sedentários e 180 no grupo de pacientes que realizavam atividade regular. Diante destes resultados é possível afirmar que:
Estudo de coorte → compara risco de desfecho entre expostos e não expostos. RR = Risco exposto / Risco não exposto.
Estudos de coorte acompanham grupos de indivíduos com e sem uma exposição específica ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. O risco relativo quantifica o quão mais provável é o desfecho no grupo exposto em comparação ao não exposto, sendo crucial para identificar fatores de risco.
Estudos de coorte são fundamentais na epidemiologia para investigar a relação entre exposições e desfechos de saúde, como o Acidente Vascular Encefálico (AVE). Eles permitem estabelecer uma sequência temporal entre a exposição (ex: sedentarismo) e o desenvolvimento da doença, sendo cruciais para a identificação de fatores de risco e protetores. A capacidade de calcular a incidência e o risco relativo torna esses estudos valiosos para a saúde pública e a prática clínica. O risco relativo (RR) é uma medida de associação que quantifica o quão mais provável é um desfecho em um grupo exposto em comparação a um grupo não exposto. Um RR de 3,3, como no exemplo, significa que o grupo exposto tem 3,3 vezes mais chances de desenvolver o desfecho. Compreender o cálculo e a interpretação do RR é essencial para a avaliação crítica da literatura médica e para a tomada de decisões baseadas em evidências. Para residentes, dominar os diferentes tipos de estudos epidemiológicos e suas medidas de associação é vital para a interpretação de resultados de pesquisa e para a aplicação do conhecimento na prevenção e manejo de doenças. A perda de seguimento é um desafio comum em estudos de coorte e pode introduzir viés, sendo importante considerá-la na análise dos resultados.
A principal característica de um estudo de coorte é que os participantes são selecionados com base na exposição a um fator de interesse e acompanhados ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. Isso permite calcular a incidência e o risco relativo.
O risco relativo é calculado dividindo-se a incidência do desfecho no grupo exposto pela incidência do desfecho no grupo não exposto. Um RR > 1 indica que a exposição é um fator de risco, enquanto um RR < 1 sugere um fator protetor.
O risco relativo (RR) é usado em estudos de coorte e ensaios clínicos, medindo a razão das incidências. O odds ratio (OR) é usado em estudos de caso-controle e transversais, estimando a razão das chances de exposição entre casos e controles, sendo uma boa aproximação do RR para desfechos raros.
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