UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Ao organizar um estudo coorte, um residente de oftalmologia, gostaria de delimitar a prevalência de fatores de risco para a retinopatia da prematuridade no ambulatório de pediatria, para isso será necessário:
Estudo de coorte para ROP → seguir prematuros e comparar os que desenvolvem ROP vs. os que não desenvolvem.
Para um estudo de coorte sobre retinopatia da prematuridade (ROP), o grupo de exposição são os prematuros. O objetivo é observar quais deles desenvolvem ROP e quais não, permitindo identificar fatores de risco dentro dessa população específica.
A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma doença vasoproliferativa da retina que afeta recém-nascidos prematuros, sendo uma das principais causas de cegueira infantil evitável. Sua patogênese envolve a interrupção do desenvolvimento vascular normal da retina devido ao nascimento precoce, seguido por um período de hipóxia relativa que estimula a neovascularização anormal. Compreender seus fatores de risco é crucial para a prevenção e manejo. Um estudo de coorte é o delineamento ideal para investigar fatores de risco para a ROP. Nele, uma coorte de recém-nascidos prematuros (a população em risco) é acompanhada desde o nascimento. Durante o seguimento, são coletados dados sobre diversas exposições e características (idade gestacional, peso ao nascer, oxigenoterapia, comorbidades). O desfecho de interesse é o desenvolvimento ou não da ROP. Ao final do seguimento, os prematuros que desenvolveram ROP são comparados com aqueles que não desenvolveram, em relação aos fatores de risco coletados. Isso permite calcular a incidência da ROP e estimar o risco relativo ou odds ratio associado a cada fator. Os resultados desses estudos são fundamentais para guiar as práticas neonatais, otimizar a triagem oftalmológica e desenvolver estratégias de prevenção mais eficazes.
A população de interesse são os recém-nascidos prematuros, pois a prematuridade é a principal exposição para o desenvolvimento da retinopatia. A coorte deve ser composta por todos os prematuros elegíveis para o estudo.
Essa comparação permite identificar os fatores de risco que diferenciam os prematuros que desenvolvem a doença daqueles que não a desenvolvem. Ao analisar as características e exposições de ambos os grupos, é possível determinar quais fatores aumentam a probabilidade de ROP.
Além da própria prematuridade (baixo peso ao nascer e idade gestacional), outros fatores incluem oxigenoterapia excessiva ou flutuante, sepse, hemorragia intraventricular, apneia, transfusões sanguíneas e outras comorbidades neonatais.
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