AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2018
Vantagem do estudo de Coorte, EXCETO:
Estudo de coorte é inadequado para doenças raras devido ao alto custo e longo tempo de seguimento.
Estudos de coorte acompanham grupos de indivíduos ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de doenças. Embora excelentes para determinar incidência e risco, são ineficientes para doenças raras, pois exigem amostras muito grandes e longos períodos de seguimento para observar um número suficiente de eventos, tornando-os caros e demorados.
Os estudos de coorte são um tipo de delineamento observacional em epidemiologia, caracterizados pelo acompanhamento de um grupo de indivíduos (a coorte) ao longo do tempo. Esses indivíduos são classificados de acordo com sua exposição a um fator de interesse e, então, observados para verificar o desenvolvimento de um desfecho (doença). São considerados um dos desenhos mais robustos para investigar a relação causal entre exposição e doença, pois permitem estabelecer a sequência temporal dos eventos. As principais vantagens dos estudos de coorte incluem a capacidade de calcular diretamente a incidência da doença nos grupos expostos e não expostos, o que permite a estimativa do risco relativo. Além disso, são úteis para estudar múltiplos desfechos de uma única exposição e são menos suscetíveis a vieses de recordatório do que os estudos caso-controle. Eles são particularmente valiosos para doenças com alta incidência ou para exposições raras. No entanto, uma desvantagem significativa, e o ponto central da questão, é que os estudos de coorte não são adequados para doenças raras. Para uma doença com baixa incidência, seria necessário um tamanho de amostra gigantesco e um período de seguimento extremamente longo para observar um número suficiente de casos, tornando o estudo inviável em termos de custo, tempo e recursos. Para doenças raras, os estudos de caso-controle são geralmente a escolha mais eficiente.
As vantagens incluem a capacidade de estimar a incidência de uma doença, calcular o risco relativo, estabelecer uma sequência temporal entre exposição e desfecho, e estudar múltiplos desfechos para uma única exposição, sendo robusto para causalidade.
Para doenças raras, seria necessário acompanhar um número extremamente grande de indivíduos por um período muito longo para observar um número suficiente de casos, tornando o estudo logisticamente complexo, caro e demorado, além de eticamente questionável.
Para doenças raras, os estudos de caso-controle são geralmente mais eficientes, pois partem dos casos já existentes da doença e buscam retrospectivamente as exposições, otimizando tempo e recursos.
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