UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
A tabela abaixo mostra um estudo que analisou a relação entre presença de transtorno mental comum (TMC) e risco de infarto entre 2000 mulheres moradoras de Raposa - MA, seguidas por um período de 20 anos. Com base nessa tabela, responda às próximas duas questões. Assinale a alternativa que cita qual o tipo de estudo.
Seguimento de grupo exposto vs. não exposto ao longo do tempo = Estudo de Coorte.
O estudo de coorte parte da exposição para o desfecho, permitindo o cálculo da incidência e do risco relativo através do acompanhamento longitudinal.
O estudo de coorte é um pilar da epidemiologia analítica, essencial para determinar a etiologia de doenças. Ao seguir 2000 mulheres por 20 anos, o pesquisador consegue observar quem desenvolve o desfecho (infarto) em relação à presença inicial de transtorno mental comum. Este desenho permite o cálculo do Risco Relativo (RR), que quantifica a força da associação entre a exposição e o evento clínico. É fundamental para a medicina baseada em evidências, situando-se logo abaixo dos ensaios clínicos randomizados na hierarquia de evidência para intervenções, mas sendo o padrão-ouro para estudos de prognóstico e etiologia.
A principal diferença reside na direção da investigação. No estudo de coorte, selecionamos indivíduos com base na exposição a um fator de risco e os acompanhamos prospectivamente para observar a ocorrência do desfecho (incidência). No caso-controle, partimos de indivíduos que já possuem a doença (casos) e comparamos com saudáveis (controles) para investigar retrospectivamente exposições passadas.
As vantagens incluem a capacidade de calcular diretamente a incidência e o risco relativo, a possibilidade de estudar múltiplos desfechos para uma única exposição e a garantia de que a exposição precedeu o desfecho (temporalidade). É o melhor desenho observacional para estabelecer relações de causalidade.
As limitações envolvem o alto custo, a longa duração necessária para o acompanhamento (especialmente em doenças crônicas), a vulnerabilidade a perdas de seguimento (viés de seleção) e a ineficiência para estudar doenças raras, onde o caso-controle é preferível.
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