HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2018
Myers B et al. Publicou um estudo em 2017 sobre o efeito do uso perigoso de álcool durante a gravidez nos resultados de crescimento ao nascer. Segue extrato do resumo: "Estudos ... observaram associações entre o uso perigoso de álcool durante a gravidez e os resultados do crescimento infantil, mas muitos não controlam possíveis fatores de confusão psicossociais. Para avaliar a contribuição única do uso perigoso de álcool, examinamos seu efeito sobre os resultados do crescimento infantil, enquanto controlamos fatores estressantes psicossociais maternos e uso perigoso do tabaco e drogas em .. 986 mulheres grávidas da África do Sul inscritas no estudo Drakenstein Child Health Study entre 2012 e 2015 . MÉTODOS: Os dados sobre estressores psicossociais e comportamentos de risco materno foram colocados entre 28 a 32 semanas de gestação. Os participantes foram categorizados como usuários de álcool perigoso se obtiveram pontuações moderadas ou altas (> 10) no teste de triagem de envolvimento de álcool, tabagismo e sustâncias na presente avaliação ou relataram retrospectivamente beber pelo menos duas bebidas semanalmente durante qualquer trimestre da gravidez. Os resultados do crescimento infantil foram registrados no momento da entrega. Os modelos de regressão multivariada examinaram correlatos de uso perigoso de álcool e associações entre o uso perigoso de álcool e os resultados de nascimento. O estudo em questão trata-se de:
Estudo que acompanha um grupo de indivíduos expostos e não expostos ao longo do tempo para avaliar desfechos = Coorte.
Estudos de coorte são ideais para investigar a relação causal entre uma exposição e um desfecho, pois permitem observar a incidência do desfecho em grupos com e sem a exposição de interesse, estabelecendo uma sequência temporal clara.
Os estudos epidemiológicos são fundamentais para a compreensão da saúde e doença nas populações. O estudo de coorte é um tipo de estudo observacional analítico que acompanha um grupo de indivíduos (a coorte) ao longo do tempo para observar a ocorrência de desfechos em relação a exposições específicas. Sua importância reside na capacidade de estabelecer a temporalidade entre exposição e desfecho, sendo crucial para inferências causais. No delineamento de um estudo de coorte, os participantes são selecionados com base na presença ou ausência de uma exposição de interesse e são acompanhados prospectivamente para verificar o desenvolvimento de um desfecho. Isso permite calcular taxas de incidência e riscos relativos. A principal vantagem é a capacidade de estudar múltiplas exposições e desfechos, além de ser menos propenso a vieses de recordatório do que estudos caso-controle. O estudo de coorte é particularmente útil para investigar exposições raras e desfechos comuns, ou quando a exposição é difícil de medir retrospectivamente. No entanto, pode ser caro e demorado, especialmente para desfechos raros ou com longo período de latência. É uma ferramenta poderosa na epidemiologia para informar políticas de saúde pública e prática clínica.
Um estudo de coorte seleciona um grupo de indivíduos (coorte) e os acompanha ao longo do tempo, observando a ocorrência de desfechos em relação a exposições pré-determinadas, permitindo estabelecer a sequência temporal.
É apropriado quando se deseja investigar a incidência de uma doença, a história natural de uma condição, ou a relação causal entre uma exposição rara e um desfecho, especialmente se o desfecho for comum.
No coorte, parte-se da exposição para o desfecho. No caso-controle, parte-se do desfecho (casos) e busca-se retrospectivamente a exposição, comparando com um grupo sem o desfecho (controles).
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