FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Um docente de um curso de Medicina pretende propor dois estudos para participar de um programa de fomento à pesquisa e iniciação científica em sua faculdade. Os participantes dos dois estudos serão estudantes de Medicina da faculdade. O primeiro estudo vai fazer o seguimento dos estudantes durante os 6 anos de curso para verificar a associação entre o sedentarismo e o desempenho escolar ao final da graduação. O segundo estudo irá verificar se a média das notas escolares durante o ensino médio está associada com a incidência de depressão nos alunos do primeiro semestre do curso médico. Assinale a alternativa que apresenta o desenho mais adequado para cada um dos dois estudos.
Coorte → exposição (sedentarismo) → desfecho (desempenho) ao longo do tempo. Caso-controle → desfecho (depressão) → exposição (notas) retrospectivamente.
Estudos de coorte são ideais para seguir um grupo exposto e um não exposto ao longo do tempo para observar a incidência de um desfecho. Estudos caso-controle são retrospectivos, comparando a exposição em indivíduos com o desfecho (casos) e sem o desfecho (controles), sendo eficientes para doenças raras.
Os desenhos de estudos epidemiológicos são ferramentas fundamentais na pesquisa médica para investigar associações entre exposições e desfechos de saúde. A escolha do desenho adequado depende da questão de pesquisa, da frequência da doença e da disponibilidade de recursos. Compreender as características de cada tipo de estudo é crucial para a interpretação crítica da literatura e para a concepção de novas pesquisas. O estudo de coorte é um desenho observacional que acompanha um grupo de indivíduos (coorte) ao longo do tempo. Ele parte da exposição (ex: sedentarismo) e observa a ocorrência do desfecho (ex: desempenho escolar) nos grupos exposto e não exposto. É excelente para determinar a incidência de doenças e a relação temporal entre exposição e desfecho. Já o estudo caso-controle é retrospectivo, partindo do desfecho (ex: depressão) e investigando a exposição prévia (ex: notas escolares no ensino médio) em casos (com depressão) e controles (sem depressão). É eficiente para doenças raras. No primeiro cenário (sedentarismo e desempenho escolar), seguir os estudantes por 6 anos para verificar a associação entre sedentarismo (exposição) e desempenho (desfecho) é um clássico estudo de coorte. No segundo cenário (notas no ensino médio e depressão no primeiro semestre), investigar retrospectivamente a exposição (notas) em alunos com depressão (casos) e sem depressão (controles) é um estudo caso-controle. A correta aplicação desses desenhos é vital para a validade das conclusões científicas.
Um estudo de coorte acompanha um grupo de indivíduos (coorte) ao longo do tempo, identificando aqueles expostos a um fator e aqueles não expostos, para observar a incidência de um determinado desfecho e estabelecer relações temporais.
O estudo caso-controle é mais apropriado para doenças raras ou com longo período de latência, pois parte do desfecho (casos) e busca retrospectivamente a exposição em comparação com um grupo controle, sendo mais rápido e econômico.
Estudos de coorte podem ser prospectivos ou retrospectivos, mas sempre partem da exposição para o desfecho. Estudos caso-controle são sempre retrospectivos, partindo do desfecho para investigar a exposição passada.
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