FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Em um Hospital de Ensino de um município de médio porte, a enfermeira responsável pelo serviço identificou um aumento da incidência de casos de esgotamento físico e mental de profissionais de todas as áreas, aumentando assim o número de faltas. Com isso, com vistas a enfrentar o problema, decidiu realizar um estudo epidemiológico para acompanhar os profissionais de saúde e identificar que fatores de risco poderiam estar associados aos novos casos no futuro. O tipo de estudo indicado nesse caso é:
Para identificar fatores de risco associados a novos casos de uma doença no futuro, o estudo de coorte é o delineamento ideal.
O estudo de coorte é o delineamento epidemiológico mais adequado para investigar fatores de risco e a incidência de novos casos de uma condição ao longo do tempo. Ele permite acompanhar um grupo de indivíduos (coorte) e observar quem desenvolve o desfecho de interesse em relação às suas exposições.
A escolha do delineamento de estudo epidemiológico é fundamental para responder a uma questão de pesquisa de forma válida e eficiente. No cenário descrito, onde se busca identificar fatores de risco associados a novos casos de esgotamento físico e mental (burnout) em profissionais de saúde no futuro, o estudo de coorte é a opção mais apropriada. Um estudo de coorte envolve o acompanhamento de um grupo de indivíduos (a coorte) ao longo do tempo. Os participantes são classificados de acordo com sua exposição a determinados fatores de risco e, então, são observados para verificar quem desenvolve o desfecho de interesse (neste caso, o burnout). Este tipo de estudo permite calcular a incidência da doença e o risco relativo, estabelecendo uma relação temporal clara entre a exposição e o surgimento do desfecho. Ao contrário de um estudo transversal, que fornece um 'instantâneo' da prevalência em um momento, ou de um estudo caso-controle, que investiga exposições passadas a partir de um desfecho já existente, o estudo de coorte é prospectivo e ideal para investigar a etiologia de doenças e identificar fatores de risco para novos casos. Embora possa ser dispendioso e demorado, oferece evidências robustas para a compreensão da causalidade e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção.
O estudo de coorte permite acompanhar indivíduos ao longo do tempo, observando quem desenvolve a doença e correlacionando com exposições prévias, estabelecendo uma relação temporal clara entre fator de risco e desfecho.
As vantagens incluem a capacidade de medir a incidência, calcular o risco relativo, investigar múltiplos desfechos para uma única exposição e estabelecer a sequência temporal entre exposição e desfecho.
As limitações incluem o alto custo, a longa duração, a perda de seguimento dos participantes e a ineficiência para doenças raras, pois exigiria um tamanho de amostra muito grande e um longo tempo de observação.
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