HST - Hospital Santa Teresa (RJ) — Prova 2019
Em relação aos tipos de estudo epidemiológicos: Qual é a principal medida de risco utilizada em estudos de Coorte?
Coorte → Parte da exposição para o desfecho → Medida principal: Risco Relativo (RR).
Estudos de coorte acompanham grupos expostos e não expostos ao longo do tempo para comparar a incidência de doenças, utilizando o Risco Relativo.
Os estudos de coorte representam o desenho observacional mais robusto para estabelecer causalidade, situando-se logo abaixo dos ensaios clínicos na hierarquia de evidências. Eles podem ser prospectivos ou retrospectivos (históricos). A principal característica é a análise da incidência, o que permite o cálculo direto do Risco Relativo (RR). Diferente dos estudos transversais, que avaliam prevalência, a coorte permite observar a história natural das doenças e identificar fatores prognósticos. É o desenho de escolha para estudar exposições raras com desfechos frequentes.
É um estudo observacional e longitudinal onde os participantes são selecionados com base na sua exposição ou não a um determinado fator de risco. Eles são acompanhados ao longo do tempo para observar a ocorrência (incidência) de um desfecho ou doença, permitindo estabelecer uma relação temporal direta entre causa e efeito.
O Risco Relativo é a razão entre a incidência do desfecho no grupo exposto e a incidência no grupo não exposto (RR = Ie / Io). Se RR > 1, a exposição é um fator de risco; se RR < 1, é um fator de proteção; se RR = 1, não há associação.
As vantagens incluem a capacidade de calcular incidência, avaliar múltiplos desfechos de uma única exposição e garantir a sequência temporal. As desvantagens são o alto custo, a longa duração, a perda de seguimento dos participantes e a ineficiência para estudar doenças raras.
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