Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2017
Durante um estudo no ano de 1982, identificou-se cada criança nascida na cidade de Preventopolis, levando em conta o peso da criança. As crianças eram classificadas em dois grupos, peso normal > 2500 g e baixo peso < 2499 g, sendo seguidas por um ano. Ao final deste período comparou-se a mortalidade infantil nos dois grupos. O tipo de estudo realizado foi:
Estudo que seleciona grupos por exposição (peso ao nascer) e os segue no tempo para ver desfechos (mortalidade) = Coorte.
Um estudo de coorte é um tipo de estudo observacional longitudinal onde um grupo de indivíduos (a coorte) é selecionado com base em uma característica (exposição) e acompanhado ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. Neste caso, as crianças foram classificadas por peso ao nascer (exposição) e seguidas para comparar a mortalidade (desfecho), caracterizando um estudo de coorte.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas essenciais para a compreensão da saúde e doença nas populações. Entre os diversos tipos, o estudo de coorte se destaca como um desenho observacional longitudinal, fundamental para investigar a relação entre exposições e desfechos. Neste tipo de estudo, um grupo de indivíduos (a coorte) é definido com base em uma característica comum, como uma exposição a um fator de risco ou uma condição específica, e é acompanhado prospectivamente ao longo do tempo. A principal finalidade de um estudo de coorte é observar a ocorrência de eventos de saúde (desfechos) nos grupos expostos e não expostos, permitindo calcular taxas de incidência e estimar riscos relativos. No exemplo dado, as crianças foram classificadas pelo peso ao nascer (exposição) e seguidas para observar a mortalidade infantil (desfecho), caracterizando um estudo de coorte. Esse desenho é robusto para estabelecer temporalidade entre exposição e desfecho, sendo menos suscetível a vieses de seleção do que estudos caso-controle. Embora sejam poderosos para investigar causalidade, os estudos de coorte podem ser caros e demorados, especialmente para desfechos raros ou com longos períodos de latência. No entanto, sua capacidade de fornecer informações sobre a história natural das doenças e a incidência em populações específicas os torna indispensáveis na pesquisa em saúde pública e clínica.
A principal característica é que os participantes são selecionados com base na presença ou ausência de uma exposição (fator de risco) e são acompanhados ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho ou doença.
Em um estudo de coorte, os indivíduos são selecionados pela exposição e seguidos para o desfecho. Em um caso-controle, os indivíduos são selecionados pelo desfecho (casos e controles) e a exposição é investigada retrospectivamente.
Estudos de coorte são úteis para determinar a incidência de doenças, identificar fatores de risco e estabelecer relações de causa e efeito entre exposições e desfechos ao longo do tempo.
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