UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2015
Em seu estudo clássico, Mortality in relation to smoking: 50 years ’ observations on male British doctors, Sir Richard Doll e colaboradores, em uma de suas conclusões, observam que parar de fumar aos 60, 50, 40, ou 30 anos de idade oferece um ganho de vida média de 3, 6, 9 ou 10 anos, respectivamente.Trata-se de um estudo de:
Estudo de Doll sobre tabagismo = Coorte, acompanha expostos e não expostos ao longo do tempo.
O estudo de Doll e Hill sobre tabagismo é um exemplo clássico de estudo de coorte, onde um grupo de indivíduos (médicos britânicos) foi acompanhado ao longo de décadas para observar a incidência de doenças e mortalidade em relação à exposição (tabagismo). Este desenho permite estabelecer relações temporais entre exposição e desfecho.
O estudo de coorte é um dos desenhos epidemiológicos observacionais mais robustos para investigar a relação entre uma exposição e um desfecho. Ele envolve o acompanhamento de um grupo de indivíduos, ou "coorte", que são classificados de acordo com sua exposição a um fator de interesse (por exemplo, tabagismo) e monitorados ao longo do tempo para observar a ocorrência de doenças ou outros desfechos. A principal vantagem do estudo de coorte é a capacidade de estabelecer a sequência temporal entre a exposição e o desfecho, o que é crucial para inferir causalidade. Além disso, permite o cálculo direto da incidência da doença nos grupos expostos e não expostos, bem como o risco relativo. O estudo clássico de Doll e Hill sobre a mortalidade de médicos britânicos em relação ao tabagismo é um exemplo paradigmático, demonstrando o impacto do tabagismo na expectativa de vida e a reversibilidade de parte desse dano ao parar de fumar. Para residentes, compreender os diferentes desenhos de estudo é fundamental para a leitura crítica da literatura médica e para a condução de pesquisas. O estudo de coorte, embora custoso e demorado, oferece evidências de alta qualidade sobre a etiologia das doenças e a história natural de condições de saúde, sendo um pilar da epidemiologia moderna.
Um estudo de coorte acompanha um grupo de indivíduos (coorte) ao longo do tempo, classificando-os de acordo com a exposição a um fator de interesse e observando a ocorrência de desfechos. Ele permite calcular taxas de incidência e risco relativo.
No estudo de coorte, parte-se da exposição para o desfecho, acompanhando indivíduos expostos e não expostos. No caso-controle, parte-se do desfecho (doentes e não doentes) para investigar retrospectivamente a exposição.
Este estudo foi pioneiro ao demonstrar de forma robusta a relação causal entre tabagismo e diversas doenças, como câncer de pulmão, utilizando um desenho de coorte longitudinal com um grande número de participantes e acompanhamento por décadas.
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