Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Em uma determinada região de plantação de cana-de-açúcar de um município, há mais de 20 anos, há, sistematicamente, pulverização aérea de agrotóxicos. Os moradores da região reclamam que não se sentem seguros e se mobilizam para que as pulverizações deixem de ser feitas. Entre outras providências, pedem a pesquisadores de uma universidade que realizem um estudo na população para verificar se há relação entre o contato com os agrotóxicos e determinadas doenças. Assim, os pesquisadores optam por estudar o coeficiente de incidência de câncer na população.Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta.
Para medir incidência e relação causa-efeito de exposição a agrotóxicos, o estudo de Coorte é o mais indicado.
O estudo de coorte é ideal para investigar a incidência de uma doença e a relação causal entre uma exposição (agrotóxicos) e um desfecho (câncer). Ele acompanha grupos expostos e não expostos ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de novos casos.
O estudo de coorte é um tipo de estudo observacional analítico, longitudinal, que acompanha um grupo de indivíduos (coorte) ao longo do tempo. Esses indivíduos são classificados de acordo com a presença ou ausência de uma exposição (neste caso, contato com agrotóxicos) e são seguidos para observar o desenvolvimento de um desfecho (câncer). É o delineamento mais adequado para medir diretamente a incidência de uma doença e para investigar relações de causalidade, pois permite estabelecer a sequência temporal entre exposição e desfecho. Neste contexto, onde se busca verificar a relação entre agrotóxicos e câncer e medir o coeficiente de incidência, o estudo de coorte é o mais indicado. Ele permitiria comparar a taxa de novos casos de câncer entre os moradores expostos aos agrotóxicos e um grupo de não expostos, ao longo de um período. Isso contrasta com estudos seccionais (que medem prevalência em um único ponto no tempo) ou caso-controle (que partem do desfecho para investigar a exposição passada). Embora os estudos de coorte sejam robustos para estabelecer causalidade e medir incidência, eles podem ser complexos, caros e demorados, especialmente para doenças com longo período de latência como o câncer. A seleção adequada da coorte, o controle de fatores de confusão e a minimização de perdas de seguimento são cruciais para a validade dos resultados. A medida de ocorrência escolhida, o coeficiente de incidência, é perfeitamente obtida por este tipo de estudo.
A principal vantagem é que ele permite calcular diretamente a incidência de uma doença em grupos expostos e não expostos, estabelecendo uma relação temporal clara entre a exposição e o desenvolvimento do desfecho.
No estudo de coorte, os participantes são selecionados com base na exposição e acompanhados para ver quem desenvolve a doença. No caso-controle, os participantes são selecionados com base na presença ou ausência da doença, e a exposição passada é investigada retrospectivamente.
Estudos de coorte podem ser caros e demorados, especialmente para doenças raras ou com longo período de latência. Além disso, podem ser suscetíveis a perdas de seguimento, o que pode comprometer a validade dos resultados.
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