HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025
Pesquisadores realizaram um estudo para avaliar a associação entre o hábito de dormir com uma planta no quarto e a ocorrência de insônia em adultos com uma amostra de 800 participantes, acompanhados por 5 anos. No início do estudo, os participantes foram divididos em dois grupos: aqueles que mantinham plantas no quarto (300 pessoas) e aqueles que não tinham plantas no quarto (500 pessoas). Após o período de acompanhamento, constatou-se que 60 pessoas do grupo que dormiam com plantas no quarto desenvolveram insônia, enquanto 40 casos de insônia foram registrados no grupo que não mantinha plantas no quarto. O estudo epidemiológico descrito no excerto refere-se ao
Estudo de coorte = grupos expostos/não expostos acompanhados no tempo para desfecho.
Um estudo de coorte é um tipo de estudo observacional longitudinal onde um grupo de indivíduos (coorte) é acompanhado ao longo do tempo. Ele compara a incidência de um desfecho (ex: insônia) entre grupos expostos e não expostos a um fator (ex: ter planta no quarto).
Os estudos epidemiológicos são ferramentas fundamentais para a compreensão da distribuição e dos determinantes de saúde e doença nas populações. Dentre os diversos tipos, o estudo de coorte destaca-se por sua capacidade de investigar a relação causal entre uma exposição e um desfecho ao longo do tempo, sendo frequentemente abordado em provas de residência. Um estudo de coorte é um desenho observacional e longitudinal, onde um grupo de indivíduos (a coorte) é identificado com base na presença ou ausência de uma exposição a um fator de interesse. Esses grupos são então acompanhados prospectivamente por um período, observando-se a ocorrência de um determinado desfecho (doença, condição de saúde). Este tipo de estudo permite calcular a incidência da doença nos grupos expostos e não expostos, e, consequentemente, estimar o risco relativo. A importância do estudo de coorte reside na sua capacidade de estabelecer uma sequência temporal entre a exposição e o desfecho, o que é crucial para inferências de causalidade. Embora sejam caros e demandem tempo, são ideais para investigar exposições raras e múltiplos desfechos de uma única exposição. Para residentes, é essencial dominar a distinção entre os diferentes desenhos de estudo, como coorte, caso-controle e ensaio clínico, para interpretar criticamente a literatura médica e aplicar os conceitos na prática clínica e em questões de prova.
Um estudo de coorte é prospectivo, observacional e longitudinal. Ele seleciona indivíduos com base na exposição a um fator de interesse e os acompanha ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho, permitindo calcular a incidência.
No coorte, os participantes são selecionados pela exposição e acompanhados para o desfecho. No caso-controle, os participantes são selecionados pelo desfecho (casos) e pela ausência do desfecho (controles), e a exposição passada é investigada retrospectivamente.
Vantagens incluem a capacidade de estabelecer a sequência temporal entre exposição e desfecho, calcular incidência e estudar múltiplas exposições. Desvantagens são o alto custo, longo tempo de acompanhamento e a dificuldade em estudar desfechos raros.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo