HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2017
Um estudo foi conduzido para identificar a incidência de doença respiratória em crianças nascidas num mesmo hospital no primeiro ano de vida. Comparou dois grupos de crianças — as nascidas a termo e os prematuros.O desenho epidemiológico deste estudo pode ser definido como:
Estudo que acompanha grupos (expostos/não expostos) ao longo do tempo para ver desfechos → Estudo de Coorte.
Um estudo de coorte é um tipo de estudo observacional longitudinal que acompanha um grupo de indivíduos (coorte) ao longo do tempo, comparando a ocorrência de desfechos entre subgrupos com diferentes exposições (neste caso, nascidos a termo vs. prematuros).
O desenho de estudos epidemiológicos é um pilar fundamental da medicina baseada em evidências, permitindo aos profissionais avaliar a validade e aplicabilidade das pesquisas. O estudo de coorte é um tipo de estudo observacional longitudinal, onde um grupo de indivíduos (a coorte) é acompanhado ao longo do tempo para observar a ocorrência de um desfecho de interesse. Neste tipo de estudo, os participantes são selecionados com base na presença ou ausência de uma exposição (neste caso, nascer a termo ou prematuro) e são seguidos prospectivamente para determinar a incidência de uma doença (doença respiratória). Isso permite calcular medidas de associação como o risco relativo e estabelecer uma relação temporal entre a exposição e o desfecho. A questão descreve um cenário clássico de estudo de coorte, onde dois grupos (nascidos a termo e prematuros) são comparados quanto à incidência de doença respiratória no primeiro ano de vida. É um estudo observacional, pois o pesquisador não intervém, apenas observa. É longitudinal, pois há um acompanhamento ao longo do tempo.
Um estudo de coorte seleciona indivíduos com base em sua exposição a um fator de interesse (ou não exposição) e os acompanha ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. É ideal para calcular incidência e risco relativo.
No estudo de coorte, os participantes são selecionados pela exposição e seguidos para ver quem desenvolve a doença. No caso-controle, os participantes são selecionados pela presença (casos) ou ausência (controles) da doença e investiga-se a exposição passada.
Vantagens incluem a capacidade de estabelecer temporalidade entre exposição e desfecho, calcular incidência e estudar múltiplas exposições. Desvantagens são o alto custo, longo tempo de duração e a ineficiência para doenças raras.
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