UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2017
Muitos estudos avaliaram a associação entre consumo de álcool e mortalidade cardiovascular. A maioria dos estudos demonstrou uma associação com um padrão em "J", ou seja, indivíduos que bebem moderadamente vivem mais do que indivíduos que não bebem e do que indivíduos que bebem muito. Uma questão levantada é se existe algum tipo de bebida que seja mais benéfica do que outras. Em uma revisão sobre o assunto, analisaram-se as evidências obtidas por diferentes tipos de estudos: ecológico, caso-controle e coorte. No que se refere às limitações e às vantagens de cada tipo de estudo avaliado pela revisão para a questão em investigação (se algum tipo de bebida alcoólica confere maior proteção cardiovascular do que outras). Assinale a alternativa CORRETA sobre os estudos caso-controle.
Caso-controle → Retrospectivo → Risco de Viés de Memória (Recordação).
Estudos caso-controle partem do desfecho para a exposição, sendo inerentemente vulneráveis a falhas de memória dos participantes sobre eventos ou hábitos passados.
O estudo caso-controle é um desenho observacional analítico que inicia a investigação a partir do efeito (doença) para a causa (exposição). Por ser retrospectivo, a coleta de dados sobre a exposição frequentemente depende de entrevistas ou questionários. Isso introduz o viés de informação, especificamente o viés de recordação, onde o relato do consumo de álcool, por exemplo, pode ser subestimado ou superestimado dependendo do estado de saúde do entrevistado. Diferente dos estudos de coorte, onde acompanhamos indivíduos saudáveis ao longo do tempo para ver quem adoece, o caso-controle é mais suscetível a vieses, mas é a escolha ideal para investigar surtos ou patologias de baixa incidência. Na análise de proteção cardiovascular e álcool, a dificuldade de pareamento e a subjetividade do relato de ingesta alcoólica são desafios metodológicos clássicos.
O viés de memória ocorre quando há uma diferença sistemática na precisão ou na completude das lembranças sobre exposições passadas entre os casos (doentes) e os controles (saudáveis). Indivíduos doentes tendem a refletir mais sobre possíveis causas de sua condição, lembrando-se de detalhes que os saudáveis podem ignorar.
São estudos relativamente rápidos, baratos e eficientes para investigar doenças raras ou com longo período de latência. Além disso, permitem a análise de múltiplos fatores de exposição para um único desfecho (doença).
O viés de seleção é minimizado garantindo que os controles sejam provenientes da mesma população que gerou os casos e que teriam a mesma chance de serem selecionados como casos se tivessem desenvolvido a doença em questão.
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