UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Duzentos e cinquenta crianças com defeito de palato foram comparadas com 250 crianças normais ao nascimento, quanto à exposição pré-natal ao novo coronavírus. Das crianças com malformação, 50% foram expostas no período pré-natal ao SARS COV2, e, entre crianças normais 30% foram expostas. Assinale a alternativa correta que cita o tipo de estudo realizado.
Partiu do desfecho (doentes vs sadios) para a exposição? → Caso-Controle.
O estudo de caso-controle é ideal para investigar doenças raras ou com longo período de latência, partindo do efeito para a causa.
A epidemiologia analítica utiliza desenhos de estudo específicos para testar hipóteses de causalidade. O estudo de caso-controle, exemplificado pela investigação de malformações de palato e exposição ao coronavírus, é um estudo observacional e retrospectivo. Ele utiliza a medida de associação Odds Ratio (Razão de Chances). Na prática médica e em provas de residência, a identificação correta do desenho depende de perceber se o pesquisador 'recrutou' os participantes com base na presença ou ausência da doença, o que define o caráter retrospectivo da análise de exposição.
A diferença fundamental reside no ponto de partida do pesquisador. No estudo de Caso-Controle, selecionamos indivíduos que já apresentam a doença (casos) e indivíduos saudáveis (controles) e olhamos para trás no tempo para verificar a frequência de exposição a um fator de risco. No estudo de Coorte, selecionamos indivíduos expostos e não expostos a um fator e os acompanhamos prospectivamente para observar quem desenvolverá a doença no futuro.
Este desenho é particularmente eficiente para estudar doenças raras, pois não exige o acompanhamento de grandes populações por longos períodos. É geralmente mais rápido e barato que os estudos de coorte, permitindo a análise simultânea de múltiplos fatores de risco potenciais para uma única doença. É uma ferramenta essencial para gerar hipóteses etiológicas iniciais em saúde pública.
O viés de memória (ou recordação) ocorre porque os 'casos' (pessoas doentes) tendem a refletir mais sobre possíveis causas para sua condição e, portanto, lembram-se de exposições passadas com mais precisão ou frequência do que os 'controles' saudáveis. Isso pode levar a uma superestimativa da associação entre a exposição e a doença, sendo uma das principais limitações desse tipo de desenho epidemiológico.
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