HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020
Em um pequeno estudo piloto, 23 homens com câncer de pulmão e 23 homens sem a doença foram questionados sobre tabagismo prévio. Cada homem com câncer foi emparelhado por idade, raça, peso e condição social com um homem sem a doença. Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o tipo de delineamento desse estudo.
Estudo caso-controle = compara exposição prévia (tabagismo) entre doentes (casos) e não doentes (controles) emparelhados.
Estudos caso-controle são delineamentos observacionais retrospectivos que comparam a frequência de exposição a um fator de risco entre um grupo de indivíduos com a doença (casos) e um grupo sem a doença (controles), sendo úteis para doenças raras ou com longo período de latência. O emparelhamento ajuda a controlar variáveis de confusão.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas essenciais para entender a distribuição e os determinantes das doenças na população. Entre os delineamentos observacionais, o estudo caso-controle é particularmente útil para investigar a associação entre fatores de risco e doenças, especialmente aquelas com baixa prevalência ou longo período de latência. No estudo caso-controle, seleciona-se um grupo de indivíduos com a doença (casos) e um grupo sem a doença (controles), e então se investiga retrospectivamente a exposição a um ou mais fatores de risco em ambos os grupos. O emparelhamento, como descrito na questão (idade, raça, peso, condição social), é uma técnica para controlar variáveis de confusão, aumentando a validade interna do estudo. A principal medida de associação em estudos caso-controle é a Odds Ratio (OR). Embora sejam eficientes e relativamente rápidos, estão sujeitos a vieses, como o viés de recordação (recall bias), onde casos podem lembrar-se da exposição de forma diferente dos controles. A compreensão de seus pontos fortes e limitações é crucial para a interpretação crítica da literatura médica.
A principal característica é que ele parte do desfecho (doença) e busca retrospectivamente a exposição a fatores de risco, comparando a frequência dessa exposição entre casos e controles.
É indicado para investigar doenças raras, doenças com longo período de latência entre exposição e desfecho, ou quando há múltiplos fatores de risco para uma única doença.
Emparelhamento é a seleção de controles que são semelhantes aos casos em relação a variáveis de confusão (idade, sexo, raça, etc.), para garantir que a única diferença relevante seja a exposição ao fator de risco.
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