UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2017
Estudo caso-controle, para associar a ocorrência de microcefalia com infecção pelo Zika vírus, teria como casos e controles respectivamente:
Estudo caso-controle: casos = com desfecho (microcefalia); controles = sem desfecho. Exposição (Zika) é investigada retrospectivamente.
Em um estudo caso-controle, o ponto de partida é o desfecho (doença). Os 'casos' são indivíduos que apresentam o desfecho de interesse (neste caso, recém-nascidos com microcefalia), e os 'controles' são indivíduos que não apresentam esse desfecho (recém-nascidos sem microcefalia). A exposição (infecção por Zika vírus) é então investigada retrospectivamente em ambos os grupos para determinar a associação.
O estudo caso-controle é um dos desenhos epidemiológicos observacionais mais utilizados, especialmente para investigar a etiologia de doenças raras ou quando o período de latência entre a exposição e o desfecho é longo. Sua compreensão é fundamental para a interpretação crítica da literatura científica e para a elaboração de pesquisas em saúde, sendo um tópico recorrente em provas de residência médica. A essência de um estudo caso-controle reside na seleção dos participantes com base na presença ou ausência do desfecho (doença), e não na exposição. Os 'casos' são indivíduos que já desenvolveram a doença ou condição de interesse, enquanto os 'controles' são indivíduos que não desenvolveram essa doença, mas que são representativos da população da qual os casos surgiram. Após a seleção, a história de exposição a fatores de risco é investigada retrospectivamente em ambos os grupos. No contexto da questão sobre microcefalia e infecção pelo Zika vírus, a microcefalia é o desfecho. Portanto, os 'casos' seriam os recém-nascidos com microcefalia, e os 'controles' seriam os recém-nascidos sem microcefalia. A partir daí, seria investigada a história de infecção materna por Zika vírus durante a gestação em ambos os grupos. As alternativas que definem casos ou controles com base na exposição (infecção por Zika) ou que misturam critérios de exposição e desfecho estão incorretas, pois descaracterizam o desenho caso-controle, aproximando-o de um estudo de coorte ou de um desenho híbrido inadequado para a pergunta específica.
A principal característica de um estudo caso-controle é que ele parte do desfecho (doença) para investigar retrospectivamente a exposição a fatores de risco. Os participantes são selecionados com base na presença (casos) ou ausência (controles) da doença, e então se compara a frequência da exposição entre esses dois grupos.
Os 'casos' seriam os recém-nascidos que apresentam microcefalia, que é o desfecho de interesse. A partir desses casos, seria investigada a história de exposição materna ao Zika vírus durante a gestação.
Os 'controles' seriam recém-nascidos que não apresentam microcefalia. Eles devem ser semelhantes aos casos em outras características importantes (como idade gestacional, local de nascimento), mas sem o desfecho, para que a comparação da exposição ao Zika vírus seja válida.
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