UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2017
Um estudo epidemiológico foi realizado para investigar possíveis fatores de risco ou de proteção para doença ulcerosa péptica em etilistas com idades entre 28 e 35 anos. Foram entrevistados 193 etilistas entre 28 e 35 anos de idade, cuja endoscopia digestiva alta indicava doença ulcerosa péptica, assim como 303 não etilistas nas mesmas faixas etárias sem doença ulcerosa péptica. Este é um exemplo de estudo:
Estudo caso-controle → parte do desfecho (doença) para investigar a exposição (fator de risco).
O estudo caso-controle é caracterizado por selecionar indivíduos com a doença (casos) e sem a doença (controles) e, então, retrospectivamente, investigar a exposição a possíveis fatores de risco. É eficiente para doenças raras e quando a exposição é comum.
Os estudos epidemiológicos são a base para a compreensão da distribuição e dos determinantes das doenças na população. Dentre os diversos delineamentos, o estudo caso-controle é um tipo de estudo observacional analítico, amplamente utilizado para investigar a associação entre uma exposição (fator de risco ou proteção) e um desfecho (doença). Sua principal característica é a seleção dos participantes com base na presença ou ausência da doença. Neste tipo de estudo, um grupo de indivíduos com a doença de interesse é identificado (os 'casos'), e um grupo de indivíduos sem a doença, mas que são semelhantes aos casos em outras características relevantes (os 'controles'), é selecionado. Em seguida, a história de exposição a um ou mais fatores de risco potenciais é investigada retrospectivamente em ambos os grupos. A comparação da frequência de exposição entre casos e controles permite estimar a força da associação, geralmente através do cálculo do Odds Ratio (OR). O estudo caso-controle é particularmente vantajoso para doenças raras, pois não exige o acompanhamento de uma grande coorte por longos períodos. É também mais rápido e menos custoso que os estudos de coorte. Contudo, possui limitações, como a suscetibilidade a vieses de seleção e de memória (recall bias), e a dificuldade em estabelecer a sequência temporal entre exposição e desfecho, o que pode dificultar a inferência causal. A escolha do delineamento adequado é crucial para a validade dos resultados em pesquisa epidemiológica.
Um estudo caso-controle seleciona indivíduos com a doença (casos) e um grupo comparável sem a doença (controles), investigando retrospectivamente a exposição a fatores de risco. É eficiente para doenças raras e exposições comuns.
É apropriado quando a doença é rara, quando a exposição é comum, quando se deseja investigar múltiplas exposições para uma única doença, ou quando um estudo de coorte seria muito caro ou demorado.
A medida de associação primária em estudos caso-controle é o Odds Ratio (OR), que estima a chance de exposição entre os casos comparada à chance de exposição entre os controles, aproximando-se do risco relativo quando a doença é rara.
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