UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
A fim de avaliar a associação entre câncer bucal e a presença e gravidade da periodontite, um estudo incluiu 200 participantes, 100 diagnosticados com câncer bucal e 100 sem câncer bucal. Um questionário foi utilizado para obter informações sobre fatores de risco socioeconômicos e de estilo de vida que podem influenciar o desenvolvimento do carcinoma de células escamosas oral e a gravidade da periodontite, determinada de acordo com a Classificação das Doenças e Condições Periodontais e Peri implantares.O desenho de estudo utilizado nessa pesquisa foi:
Estudo que compara grupo com doença (casos) e grupo sem doença (controles) para investigar exposição prévia = Caso-Controle.
O estudo descrito seleciona participantes com base na presença de um desfecho (câncer bucal - casos) e um grupo comparável sem o desfecho (sem câncer bucal - controles), e então investiga retrospectivamente a exposição a fatores de risco (periodontite, fatores socioeconômicos/estilo de vida). Essa metodologia é a definição clássica de um estudo de caso-controle.
Os desenhos de estudo epidemiológicos são ferramentas fundamentais na pesquisa médica para investigar a etiologia das doenças e a eficácia de intervenções. O estudo de caso-controle é um tipo de estudo observacional analítico, amplamente utilizado para identificar fatores de risco para doenças. Sua estrutura envolve a seleção de dois grupos de participantes: os "casos", que são indivíduos que já desenvolveram a doença ou o desfecho de interesse (neste exemplo, câncer bucal), e os "controles", que são indivíduos semelhantes aos casos, mas que não possuem a doença. A principal característica do estudo de caso-controle é sua natureza retrospectiva. Após a seleção dos casos e controles, os pesquisadores investigam a história de exposição a potenciais fatores de risco (como a presença e gravidade da periodontite, fatores socioeconômicos e de estilo de vida) em ambos os grupos. O objetivo é comparar a frequência de exposição entre casos e controles para determinar se um fator de risco específico está associado ao desenvolvimento da doença. Este desenho é particularmente eficiente para estudar doenças raras ou com longos períodos de latência, pois não é necessário acompanhar uma grande população por muito tempo para observar o desfecho. A medida de associação primária em estudos de caso-controle é o Odds Ratio (OR), que quantifica a chance de exposição em casos versus controles. Residentes e estudantes devem compreender as vantagens e limitações deste desenho, incluindo a suscetibilidade a vieses de seleção e recordatório, para uma interpretação crítica da literatura científica.
Um estudo de caso-controle seleciona um grupo de indivíduos com a doença ou desfecho de interesse (casos) e um grupo de indivíduos sem a doença (controles). Em seguida, compara a frequência de exposição a um fator de risco entre esses dois grupos, retrospectivamente.
Estudos de caso-controle são particularmente úteis para investigar doenças raras, doenças com longo período de latência, ou quando se deseja avaliar múltiplos fatores de risco para um único desfecho. São mais rápidos e menos custosos que estudos de coorte.
A principal medida de associação em um estudo de caso-controle é o Odds Ratio (OR). Ele estima a chance de exposição ao fator de risco entre os casos em comparação com os controles, servindo como uma estimativa do risco relativo quando a doença é rara.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo