UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Preocupados em analisar os fatores de risco para nascimento pré-termo em nascidos-vivos de mães residentes na área de abrangência de sua Unidade Básica de Saúde da Família, selecionou-se 60 recém-nascidos pré-termo (menor que 37 semanas de gestação) e 60 não pré-termo (maior ou igual a 37 semanas de gestação) e a partir daí procedeu-se à investigação. Este delineamento de estudo pode ser classificado como:
Estudo caso-controle = seleciona desfecho (pré-termo) e busca exposição (fatores de risco) retrospectivamente.
O estudo caso-controle é um tipo de estudo observacional retrospectivo, onde os participantes são selecionados com base na presença (casos) ou ausência (controles) de um desfecho, e então a exposição a fatores de risco é investigada no passado.
O estudo caso-controle é um dos delineamentos epidemiológicos observacionais mais utilizados, especialmente na investigação de fatores de risco para doenças. Sua estrutura parte da identificação de indivíduos com o desfecho de interesse (casos) e um grupo comparável sem o desfecho (controles). A partir daí, busca-se retrospectivamente a exposição a potenciais fatores de risco em ambos os grupos. Este tipo de estudo é particularmente eficiente para doenças raras ou com longo período de latência. A metodologia do estudo caso-controle envolve a seleção cuidadosa de casos e controles, bem como a coleta de dados sobre exposições passadas. No exemplo da questão, o desfecho é o nascimento pré-termo, e os pesquisadores buscam identificar fatores que estiveram presentes nas mães dos recém-nascidos pré-termo em comparação com as mães dos recém-nascidos a termo. A principal medida de associação calculada é o Odds Ratio (OR), que indica a chance de exposição entre os casos em relação aos controles. Embora seja um delineamento eficiente, o estudo caso-controle está sujeito a vieses, como o viés de memória (diferenças na recordação de exposições entre casos e controles) e o viés de seleção. Para minimizar esses vieses, é crucial a seleção adequada dos controles, que devem ser representativos da população de onde os casos surgiram, e a padronização da coleta de dados. A interpretação dos resultados deve considerar essas limitações, mas o estudo caso-controle continua sendo uma ferramenta valiosa na pesquisa em saúde pública e clínica.
A principal característica é que os participantes são selecionados com base na presença (casos) ou ausência (controles) de um desfecho de interesse, e a exposição a fatores de risco é investigada retrospectivamente.
É apropriado para investigar doenças raras, doenças com longo período de latência entre exposição e desfecho, ou quando a população de estudo é grande e a coleta de dados prospectiva seria inviável.
A medida de associação primária utilizada em estudos caso-controle é o Odds Ratio (OR), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles.
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