SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020
Como parte da implantação das ações de controle da tuberculose em determinado município, foi realizado um estudo com pacientes vulneráveis de baixa renda. Na ocasião, o PPD foi realizado em 158 indivíduos selecionados, de forma probabilística, com base em amostragem domiciliar. Foram constituídos dois grupos - Grupo 1, com 57 indivíduos, abrangendo os sintomáticos respiratórios portadores de tosse com expectoração, há pelo menos três semanas, além de contactantes de pessoas com exame de escarro positivo. O Grupo 2, com 101 pessoas, foi composto de indivíduos considerados sadios, eutróficos, e assintomáticos do ponto de vista respiratório. Os resultados do estudo estão disponíveis na Tabela. Tabela: Distribuição dos pacientes segundo o resultado da prova tuberculínica e a presença de indícios de tuberculose. Considere esses dados. indique o desenho metodológico do estudo.
Seleção por desfecho (doentes vs sadios) para avaliar exposição prévia = Estudo de Caso-Controle.
O estudo de caso-controle parte do desfecho (presença ou ausência de sintomas/doença) para investigar exposições passadas, sendo ideal para avaliar múltiplos fatores de risco.
A escolha do desenho metodológico é o pilar da validade científica em estudos de saúde coletiva. No cenário da tuberculose, onde o tempo de latência e a cronicidade são fatores importantes, estudos que comparam grupos sintomáticos (casos potenciais) com assintomáticos (controles) são fundamentais para validar ferramentas diagnósticas como o PPD. Este tipo de desenho permite calcular a Odds Ratio (Razão de Chances), que estima a associação entre a exposição e o desfecho. Além disso, o uso de amostragem probabilística domiciliar reforça a representatividade dos dados para a população do município, permitindo que as ações de controle da tuberculose sejam baseadas em evidências locais robustas.
É um estudo observacional analítico que seleciona indivíduos com a doença ou condição de interesse (casos) e indivíduos sem essa condição (controles). A partir daí, olha-se para o passado (retrospectivo) para comparar a frequência de exposição a possíveis fatores de risco entre os dois grupos.
Sua principal vantagem é a rapidez e o baixo custo, permitindo medir a prevalência de uma doença e descrever a situação de saúde de uma população em um ponto específico no tempo, embora não permita estabelecer causalidade direta com facilidade.
Na coorte, você seleciona os participantes com base na exposição (ex: fumantes vs não fumantes) e os acompanha para ver quem desenvolve o desfecho. No caso-controle, você seleciona pelo desfecho (ex: câncer de pulmão vs saudáveis) e investiga a exposição anterior.
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