UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Em um hospital foram registrados, na 32ª semana epidemiológica, dez casos de pacientes com síndrome serotoninérgica. Todos sobreviveram. O serviço de vigilância epidemiológica buscou identificar se algum fármaco poderia estar associado com essas manifestações. Os dez pacientes foram entrevistados e seus prontuários, avaliados. Os mesmos procedimentos foram feitos em um grupo de 40 pacientes internados, com características semelhantes, mas que não apresentaram a síndrome. O objetivo era comparar a proporção de indivíduos expostos àqueles fármacos nos dois grupos. O TIPO DE ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO UTILIZADO FOI:
Estudo caso-controle: compara exposição a fator de risco entre casos (com doença) e controles (sem doença) retrospectivamente.
O estudo caso-controle é um tipo de estudo observacional retrospectivo que compara a frequência de exposição a um fator de risco entre um grupo de indivíduos que já desenvolveram a doença (casos) e um grupo de indivíduos que não a desenvolveram (controles).
Os estudos epidemiológicos são ferramentas essenciais para investigar a distribuição e os determinantes de doenças em populações. Entre os diversos tipos, o estudo caso-controle é um delineamento observacional retrospectivo amplamente utilizado, especialmente na investigação de surtos ou doenças raras. Ele se inicia com a identificação de um grupo de 'casos' (indivíduos com a doença ou condição de interesse) e um grupo de 'controles' (indivíduos sem a doença, mas com características semelhantes aos casos, exceto pela presença da doença). O objetivo principal é comparar a frequência de exposição a um determinado fator de risco entre os casos e os controles. No exemplo da questão, os casos são os pacientes com síndrome serotoninérgica e os controles são pacientes internados sem a síndrome. A investigação retrospectiva busca identificar se a proporção de exposição a certos fármacos foi diferente entre esses dois grupos. A principal medida de associação em estudos caso-controle é o Odds Ratio (OR). Este tipo de estudo é vantajoso por ser relativamente rápido e econômico, mas está sujeito a vieses, como o viés de memória (recall bias) e o viés de seleção. Compreender o delineamento e as limitações dos estudos caso-controle é fundamental para a interpretação crítica da literatura médica e para a prática da medicina baseada em evidências.
A principal característica é que ele parte do desfecho (doença) e retrospectivamente busca a exposição a fatores de risco em um grupo de casos (com a doença) e um grupo de controles (sem a doença).
É especialmente útil para investigar doenças raras, surtos epidêmicos, ou quando o período de latência entre exposição e doença é longo, pois é mais rápido e econômico que estudos de coorte.
No caso-controle, selecionam-se indivíduos com e sem a doença e se investiga a exposição passada. No estudo de coorte, selecionam-se indivíduos expostos e não expostos e se acompanha o desenvolvimento da doença.
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