SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Um pesquisador selecionou 600 mulheres menopausadas em 4 hospitais de Pernambuco e São Paulo, no período de 2000 a 2010, tendo sido comparadas com 1000 mulheres internadas nos mesmos hospitais, no mesmo período, apresentando outros cânceres ou outras condições clínicas. O fator em estudo era o uso prévio de estrogênios. Sobre essa pesquisa, assinale a alternativa que indica o tipo de estudo epidemiológico utilizado.
Estudo Caso-Controle → compara retrospectivamente exposição entre casos (doentes) e controles (não doentes).
O estudo caso-controle é ideal para doenças raras ou com longo período de latência, pois parte do desfecho (doença) e busca a exposição passada, sendo mais rápido e econômico que um estudo de coorte. É suscetível a vieses de recordatório e seleção.
O estudo caso-controle é um dos delineamentos epidemiológicos observacionais mais importantes, amplamente utilizado na investigação de fatores de risco para diversas doenças. Ele parte da identificação de um grupo de indivíduos com a doença de interesse (casos) e um grupo de indivíduos sem a doença (controles), ambos selecionados da mesma população-base. A seguir, compara-se retrospectivamente a frequência de exposição a um determinado fator entre esses dois grupos. Este tipo de estudo é particularmente útil para doenças raras ou com um longo período de latência entre a exposição e o desenvolvimento da doença, pois permite investigar múltiplos fatores de risco simultaneamente. A medida de associação primária calculada é o Odds Ratio (OR), que quantifica a chance de exposição entre os casos em relação aos controles. É crucial que a seleção dos controles seja cuidadosa para evitar vieses, garantindo que eles sejam representativos da população da qual os casos surgiram. Apesar de ser mais rápido e econômico que um estudo de coorte, o caso-controle é suscetível a vieses, como o viés de recordatório (diferenças na capacidade de lembrar exposições passadas entre casos e controles) e o viés de seleção. A interpretação dos resultados deve considerar essas limitações, mas, quando bem conduzido, oferece evidências valiosas sobre a etiologia das doenças e é fundamental na formação do raciocínio epidemiológico do residente.
Um estudo caso-controle é observacional e retrospectivo, comparando a frequência de exposição a um fator de risco entre um grupo de indivíduos com a doença (casos) e um grupo sem a doença (controles). É eficiente para doenças raras e para investigar múltiplos fatores de risco.
A medida de associação primária em estudos caso-controle é o Odds Ratio (OR), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles, aproximando-se do risco relativo quando a doença é rara na população.
Vantagens incluem menor custo e tempo, utilidade para doenças raras e múltiplos fatores de risco. Desvantagens são a suscetibilidade a vieses de seleção e recordatório, e a impossibilidade de calcular incidência diretamente.
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