INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2017
Assinale a alternativa ERRADA quanto às características cruciais de um estudo caso- controle:
Estudo caso-controle: tamanho amostral depende da frequência da exposição e efeito esperado, não apenas da doença.
Em estudos caso-controle, o tamanho da amostra é crucial, mas não é 'independente da frequência da doença'. Pelo contrário, a frequência da exposição entre casos e controles, a magnitude do efeito esperado e o poder estatístico desejado são os principais determinantes do tamanho amostral, visando detectar uma associação significativa.
Os estudos caso-controle são delineamentos epidemiológicos observacionais e retrospectivos, amplamente utilizados para investigar a etiologia de doenças raras ou com longo período de latência. Eles partem da identificação de indivíduos com a doença de interesse (casos) e um grupo comparável de indivíduos sem a doença (controles), para então investigar a exposição prévia a fatores de risco em ambos os grupos. Características cruciais incluem a definição precisa dos casos para garantir homogeneidade, a seleção adequada dos controles para que sejam representativos da população de origem dos casos, e a coleta padronizada de dados sobre a exposição para minimizar o viés de recordação. O controle de variáveis de confundimento é fundamental para assegurar a validade interna do estudo. A alternativa incorreta na questão refere-se ao tamanho da amostra. Embora um número adequado de amostras seja importante para o poder estatístico, o tamanho não é 'independente da frequência da doença'. Pelo contrário, o cálculo amostral em estudos caso-controle leva em conta a frequência esperada da exposição nos controles, a razão de casos para controles, o odds ratio que se deseja detectar e o poder estatístico desejado. Um número excessivamente elevado de amostras pode ser desnecessário e antiético, enquanto um número insuficiente pode levar a resultados não significativos.
Um estudo caso-controle é um delineamento observacional retrospectivo que compara a frequência de exposição a um fator de risco entre um grupo de indivíduos com uma doença (casos) e um grupo de indivíduos sem a doença (controles), para investigar possíveis associações.
A seleção dos controles é crucial e deve ser feita de forma que representem a população da qual os casos surgiram, sendo semelhantes aos casos em todas as características relevantes, exceto pela presença da doença, para evitar vieses.
O controle de variáveis de confundimento é essencial para garantir que a associação observada entre exposição e doença não seja espúria, ou seja, causada por um terceiro fator. Isso pode ser feito por meio de pareamento, restrição ou análise estatística.
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