FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2018
Num estudo cujo objetivo foi determinar a possível associação entre câncer de mama e o uso de terapia de reposição hormonal (TRH), pacientes com câncer foram selecionadas e comparadas com outras mulheres sem esse diagnóstico, interrogou-se sobre o uso de TRH nos últimos 5 anos que precederam a pesquisa. Esse estudo é um exemplo de:
Estudo caso-controle: compara expostos e não expostos retrospectivamente em grupos com e sem doença.
O estudo seleciona indivíduos com a doença (casos) e sem a doença (controles) e retrospectivamente investiga a exposição a um fator de risco (TRH). Essa é a característica principal de um estudo caso-controle.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas essenciais para investigar a etiologia das doenças e a eficácia das intervenções. O estudo caso-controle é um desenho observacional analítico, retrospectivo, que parte do desfecho (doença) para investigar a exposição (fator de risco). Ele é amplamente utilizado para investigar associações entre fatores de risco e doenças, especialmente aquelas com baixa prevalência ou longo período de latência. Neste tipo de estudo, os pesquisadores identificam um grupo de 'casos' (indivíduos com a doença de interesse, como câncer de mama) e um grupo de 'controles' (indivíduos sem a doença, mas semelhantes aos casos em outras características relevantes). Em seguida, retrospectivamente, coletam informações sobre a exposição prévia a um fator de risco (neste caso, o uso de terapia de reposição hormonal) em ambos os grupos, geralmente por meio de questionários ou revisão de prontuários. A principal medida de associação em estudos caso-controle é o Odds Ratio (OR), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles. Apesar de sua eficiência, o estudo caso-controle é suscetível a vieses, como o viés de recordatório, onde a lembrança da exposição pode ser diferente entre casos e controles. É fundamental um bom pareamento dos controles para minimizar viesos de seleção e aumentar a validade interna do estudo.
Um estudo caso-controle seleciona um grupo de indivíduos com a doença (casos) e um grupo sem a doença (controles), e então compara retrospectivamente a frequência de exposição a um fator de risco em ambos os grupos para identificar associações.
É particularmente útil para investigar doenças raras, doenças com longos períodos de latência ou quando a exposição é rara, pois é mais eficiente em termos de tempo e custo do que um estudo de coorte prospectivo.
As principais limitações incluem o viés de recordatório (memória), a dificuldade em estabelecer a sequência temporal entre exposição e doença, e a impossibilidade de calcular diretamente a incidência ou risco relativo, apenas o Odds Ratio.
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