SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Em um hospital público do Rio de Janeiro, 300 pessoas com diagnóstico de HIV e 300 pessoas sem HIV foram selecionadas para estudo. O objetivo era verificar a existência de diferença na ocorrência ou não de linfoma não Hodgkin em relação a um dado fator de risco. Esse estudo é denominado:
Estudo que parte do DESFECHO (doença) para o FATOR DE RISCO (exposição) = Estudo Caso-Controle.
O estudo caso-controle é um delineamento epidemiológico retrospectivo que compara a frequência de exposição a um fator de risco entre um grupo de indivíduos com a doença (casos) e um grupo sem a doença (controles). É ideal para doenças raras ou com longo período de latência.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas cruciais para entender a distribuição e os determinantes das doenças nas populações. Entre os diversos delineamentos, o estudo caso-controle é um tipo de estudo observacional analítico, retrospectivo, que se destaca pela sua eficiência na investigação de fatores de risco para doenças, especialmente as mais raras ou com longo período de latência. Nesse tipo de estudo, a seleção dos participantes é feita a partir do desfecho: um grupo é composto por indivíduos que desenvolveram a doença de interesse (os 'casos'), e outro grupo, comparável ao primeiro em características importantes, é formado por indivíduos que não desenvolveram a doença (os 'controles'). A partir daí, investiga-se retrospectivamente a exposição a potenciais fatores de risco em ambos os grupos. A principal vantagem do estudo caso-controle é a sua capacidade de investigar múltiplos fatores de risco para uma única doença e sua relativa rapidez e baixo custo em comparação com estudos de coorte. No entanto, é suscetível a vieses de memória e seleção. Para residentes, compreender a estrutura e as indicações de cada tipo de estudo é fundamental para a leitura crítica de pesquisas e para o planejamento de futuros projetos.
Um estudo caso-controle parte da identificação de indivíduos com a doença (casos) e sem a doença (controles), para então investigar retrospectivamente a exposição a fatores de risco.
É particularmente útil para investigar doenças raras, doenças com longo período de latência entre exposição e desfecho, ou quando há múltiplos fatores de risco a serem explorados.
No caso-controle, os grupos são selecionados com base no desfecho (doença), e a exposição é investigada retrospectivamente. No estudo de coorte, os grupos são selecionados com base na exposição, e são acompanhados prospectivamente para observar o desenvolvimento do desfecho.
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