UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Realizou-se um estudo em determinado município com o objetivo de avaliar os fatores associados a retinopatia em pacientes com diabetes mellitus. Para tanto, os pesquisadores realizaram os seguintes procedimentos metodológicos: foram identificadas 56 pessoas com diabetes mellitus e retinopatia, que foram comparados com um grupo controle de 74 pessoas com diabetes mellitus, mas sem retinopatia.Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o tipo desse estudo.
Estudo caso-controle: parte do desfecho (doença) para buscar a exposição (fator de risco).
O estudo descrito identifica grupos com e sem o desfecho (retinopatia) e retrospectivamente busca fatores de exposição. Essa é a característica fundamental de um estudo caso-controle, que é eficiente para doenças raras ou com longo período de latência, mas tem como limitação a dificuldade na seleção de um grupo controle adequado e o risco de viés de recordação.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas fundamentais para a compreensão da distribuição e dos determinantes das doenças na população. O estudo caso-controle é um tipo de estudo observacional analítico, amplamente utilizado para investigar a associação entre exposições e desfechos, especialmente em doenças raras ou com longos períodos de latência. Ele se caracteriza por selecionar indivíduos com a doença (casos) e um grupo comparável sem a doença (controles), e então investigar retrospectivamente a exposição a fatores de risco. No exemplo dado, os pesquisadores identificaram pessoas com diabetes mellitus e retinopatia (casos) e as compararam com pessoas com diabetes mellitus, mas sem retinopatia (controles), buscando fatores associados à retinopatia. Este delineamento é clássico de um estudo caso-controle. Sua principal vantagem é a eficiência para investigar doenças raras e a rapidez na execução, sendo menos custoso que um estudo de coorte. No entanto, os estudos caso-controle apresentam limitações importantes, como a dificuldade em selecionar um grupo controle adequado que seja representativo da população de onde os casos surgiram, e o risco de viés de recordação, onde a lembrança da exposição pode ser diferente entre casos e controles. Além disso, não permitem calcular a incidência da doença diretamente nem estabelecer com certeza a relação temporal entre exposição e desfecho, embora possam sugerir associações importantes.
A principal característica é que ele parte do desfecho (doença) para identificar a exposição (fator de risco). Os participantes são selecionados com base na presença ou ausência da doença (casos e controles), e então se investiga retrospectivamente a exposição a fatores de interesse.
As vantagens incluem a eficiência para estudar doenças raras ou com longo período de latência, a menor custo e tempo em comparação com estudos de coorte, e a possibilidade de investigar múltiplos fatores de risco para uma única doença.
As limitações incluem a dificuldade na seleção de um grupo controle representativo, o risco de viés de recordação (recall bias) na coleta de dados sobre a exposição, e a impossibilidade de calcular diretamente a incidência da doença ou estabelecer a relação temporal de forma definitiva.
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