HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Um estudo epidemiológico foi realizado para investigar possíveis fatores de risco ou de proteção para Síndrome da Morte Súbita em crianças com idade entre 28 dias e um ano. Foram entrevistadas mães de 191 crianças desta faixa etária, cujos atestados de óbito apontavam essa causa de morte, assim como as mães de 301 crianças vivas na mesma faixa etária. É correto afirmar que este é um exemplo de:
Estudo caso-controle = compara expostos e não expostos após desfecho, buscando fatores de risco/proteção.
Em um estudo caso-controle, a seleção dos participantes é baseada na presença (casos) ou ausência (controles) do desfecho de interesse, e a exposição a fatores de risco é investigada retrospectivamente. É eficiente para doenças raras ou com longo período de latência.
O estudo de caso-controle é um delineamento epidemiológico observacional e analítico, amplamente utilizado para investigar a associação entre exposições e desfechos, especialmente em doenças raras ou com longo período de latência. Ele é caracterizado pela seleção de dois grupos: os "casos", que são indivíduos que desenvolveram o desfecho de interesse (neste caso, Síndrome da Morte Súbita), e os "controles", que são indivíduos sem o desfecho, mas que são representativos da população de onde os casos surgiram. A principal vantagem do estudo caso-controle é sua eficiência, pois permite investigar múltiplos fatores de risco para uma única doença e é relativamente rápido e barato. No entanto, é suscetível a vieses, como o viés de memória (recall bias) na coleta retrospectiva de dados de exposição e o viés de seleção na escolha dos controles. A medida de associação primária é a Odds Ratio (OR), que estima a razão de chances de exposição entre casos e controles. Para residentes, compreender os diferentes tipos de estudos epidemiológicos é fundamental para a interpretação crítica da literatura médica e para a tomada de decisões baseadas em evidências. A correta identificação do delineamento de um estudo é o primeiro passo para avaliar sua validade interna e externa, bem como suas limitações e aplicabilidade clínica.
Um estudo caso-controle seleciona indivíduos com a doença (casos) e sem a doença (controles) e compara retrospectivamente a exposição a fatores de risco.
É ideal para investigar doenças raras, doenças com longo período de latência ou quando a coleta de dados de exposição é cara ou difícil.
No caso-controle, parte-se do desfecho para a exposição; na coorte, parte-se da exposição para o desfecho, acompanhando os indivíduos ao longo do tempo.
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