UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2019
Estudo nas regiões Norte, Nordeste do Brasil incluiu todos os óbitos neonatais ocorridos em cidades de pequeno/médio porte (N = 530) em 2008 e uma amostra aleatória de 1.772 crianças nascidas vivas em 2008 nas mesmas cidades que não morreram no período neonatal. As mães foram entrevistadas sobre sua história reprodutiva, fatores socioeconômicos, e atendimento pré-natal. Não foram localizadas as residências de várias crianças que faleceram. Ao final, foram analisados 420 óbitos. Em relação ao estudo, pode-se afirmar que trata-se de um estudo:
Estudo caso-controle → compara casos (óbitos) com controles (vivos) para identificar fatores de risco, medida de associação = odds ratio.
Este é um estudo caso-controle porque parte do desfecho (óbitos neonatais) e busca retrospectivamente os fatores de exposição. A medida de associação para estudos caso-controle é a razão de chances (odds ratio). A perda de seguimento de óbitos pode introduzir viés de seleção, pois os casos analisados podem não ser representativos de todos os óbitos.
Estudos epidemiológicos são ferramentas cruciais para entender a distribuição e os determinantes de saúde e doença nas populações. O estudo caso-controle é um tipo de estudo observacional analítico, amplamente utilizado em epidemiologia, especialmente para doenças raras ou com longo período de latência, ou quando a coleta de dados de exposição é cara ou difícil. Ele é caracterizado por iniciar com a seleção de indivíduos com o desfecho de interesse (casos) e um grupo comparável sem o desfecho (controles), para então investigar retrospectivamente a exposição a fatores de risco. A medida de associação primária em um estudo caso-controle é a razão de chances (odds ratio - OR). O OR quantifica a força da associação entre uma exposição e um desfecho, indicando quantas vezes a chance de exposição é maior nos casos em comparação com os controles. Um OR > 1 sugere que a exposição é um fator de risco, enquanto um OR < 1 sugere um fator protetor. É fundamental compreender que o OR é uma estimativa da razão de riscos (risco relativo) quando a doença é rara. Um dos desafios metodológicos em estudos caso-controle é o controle de vieses, sendo o viés de seleção um dos mais importantes. Ele ocorre quando a forma como os participantes são selecionados para o estudo resulta em uma amostra que não é representativa da população-alvo, distorcendo a associação entre exposição e desfecho. No contexto da questão, a não localização de residências de óbitos pode introduzir um viés de seleção, pois os óbitos analisados podem ter características distintas dos óbitos não localizados, comprometendo a validade interna do estudo.
Um estudo caso-controle parte da identificação de indivíduos com o desfecho (casos) e sem o desfecho (controles), buscando retrospectivamente a exposição a fatores de risco.
A medida de associação padrão para estudos caso-controle é a razão de chances (odds ratio), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles.
Viés de seleção ocorre quando a forma como os participantes são selecionados para o estudo resulta em uma amostra que não é representativa da população-alvo, distorcendo a associação entre exposição e desfecho.
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