UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Um estudo epidemiológico foi realizado para investigar possíveis fatores de risco ou de proteção para doença ulcerosa péptica em etilistas inveterados com idade entre 28 e 35 anos. Foram entrevistados 191 etilistas entre 28 e 35 anos de idade, cuja endoscopia digestiva alta indicava doença ulcerosa péptica, assim como 301 não etilistas na mesma faixa etária sem doença ulcerosa péptica. Este é um exemplo de:A) Estudo de coorte transversal.B) Estudo de coorte retrospectivo.C) Estudo de coorte prospectivo. D) Ensaio clínico controlado. E) Estudo caso-controle.
Estudo caso-controle = seleciona indivíduos pelo DESFECHO (doença/não doença) e investiga exposição passada.
Este é um estudo caso-controle porque os participantes foram selecionados com base na presença (casos) ou ausência (controles) da doença ulcerosa péptica, e então a exposição prévia (etilismo) foi investigada retrospectivamente. É ideal para doenças raras ou com longo período de latência.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas fundamentais para a compreensão da distribuição e dos determinantes das doenças nas populações. Dentre os diversos desenhos de estudo, o caso-controle ocupa um lugar de destaque, especialmente na investigação de fatores de risco para doenças. Ele é classificado como um estudo observacional analítico, pois busca testar hipóteses sobre associações entre exposições e desfechos. A metodologia do estudo caso-controle envolve a seleção de dois grupos: os "casos", que são indivíduos que desenvolveram a doença ou o desfecho de interesse, e os "controles", que são indivíduos semelhantes aos casos, mas que não desenvolveram o desfecho. Após a seleção, os pesquisadores investigam retrospectivamente a exposição prévia a fatores de risco em ambos os grupos. Este desenho é particularmente eficiente para doenças raras ou com longo período de latência, pois não exige o acompanhamento de uma grande população por muito tempo. A principal medida de associação utilizada em estudos caso-controle é a Razão de Chances (Odds Ratio - OR), que quantifica a força da associação entre a exposição e o desfecho. Apesar de suas vantagens, os estudos caso-controle são suscetíveis a vieses, como o viés de memória (diferenças na recordação da exposição entre casos e controles) e o viés de seleção. Residentes devem dominar a identificação e a interpretação desses estudos para uma prática clínica baseada em evidências e para a compreensão da literatura científica.
A principal característica é a seleção dos participantes com base na presença (casos) ou ausência (controles) do desfecho de interesse, para então investigar retrospectivamente a exposição a fatores de risco.
É mais apropriado para investigar doenças raras, doenças com longo período de latência entre exposição e desfecho, ou quando há múltiplas exposições a serem avaliadas para um único desfecho.
A medida de associação primária calculada em estudos caso-controle é a Razão de Chances (Odds Ratio - OR), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles.
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