HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2017
Estudo epidemiológico foi realizado para investigar possíveis fatores de risco ou de proteção para Síndrome da Morte Súbita em crianças com idade entre 28 dias e um ano. Foram entrevistadas mães de 192 crianças desta faixa etária, cujos atestados de óbito apontavam essa causa de morte, assim como as mães de 304 crianças vivas, na mesma faixa etária. É CORRETO afirmar que este é um exemplo de:
Estudo caso-controle = parte do desfecho (doença) para investigar exposição (fatores de risco).
O estudo de caso-controle é um delineamento observacional retrospectivo que compara a frequência de exposição a um fator de risco entre um grupo de indivíduos com a doença (casos) e um grupo sem a doença (controles). É ideal para doenças raras ou com longo período de latência.
O estudo caso-controle é um dos delineamentos epidemiológicos observacionais mais importantes, especialmente útil para investigar a etiologia de doenças. Ele se caracteriza pela seleção de dois grupos de indivíduos: os "casos", que apresentam a doença ou desfecho de interesse, e os "controles", que não apresentam o desfecho. A partir daí, investiga-se retrospectivamente a exposição a potenciais fatores de risco em ambos os grupos. Este tipo de estudo é particularmente vantajoso para doenças raras, pois permite acumular um número suficiente de casos em um tempo razoável. Além disso, é mais rápido e menos custoso que os estudos de coorte. A principal medida de associação utilizada é o Odds Ratio (OR), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles. Para a prova e a prática clínica, é crucial entender que a seleção adequada dos controles é fundamental para evitar vieses. Os controles devem ser representativos da população da qual os casos surgiram. A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL), por ser um evento relativamente raro e com múltiplos fatores de risco potenciais, é um exemplo clássico de condição que pode ser bem investigada por meio de estudos caso-controle.
A principal característica é que os participantes são selecionados com base na presença (casos) ou ausência (controles) de um desfecho (doença), e então a exposição a fatores de risco é investigada retrospectivamente.
É indicado para investigar doenças raras, doenças com longo período de latência entre exposição e desfecho, ou quando há múltiplos fatores de risco a serem avaliados para um único desfecho.
No caso-controle, parte-se do desfecho para a exposição, enquanto no estudo de coorte, parte-se da exposição para o desfecho, acompanhando os indivíduos ao longo do tempo.
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