SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Em uma investigação de surto com 5 casos de uma determinada doença, foram recrutados pacientes com a doença e pessoas que não tiveram a doença. Foram feitas perguntas sobre os fatores de risco/exposição compatíveis com o agente etiológico da doença e seu modo de transmissão, buscando-se identificar os fatores de risco associados. O estudo em questão é:
Estudo que compara exposição a fatores de risco entre doentes (casos) e não doentes (controles) → caso-controle, ideal para doenças raras ou surtos.
O estudo caso-controle é um desenho observacional retrospectivo que compara a frequência de exposição a um fator de risco entre um grupo de indivíduos com a doença (casos) e um grupo de indivíduos sem a doença (controles), sendo eficiente para investigar surtos e doenças raras.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas fundamentais para a compreensão da distribuição e dos determinantes das doenças nas populações. Dentre os diversos desenhos de estudo, o caso-controle é um tipo de estudo observacional analítico, particularmente útil na investigação de surtos e doenças raras, ou quando o período de latência entre a exposição e o desfecho é longo. Nesse tipo de estudo, os pesquisadores identificam um grupo de indivíduos que desenvolveram a doença de interesse (os "casos") e um grupo comparável de indivíduos que não desenvolveram a doença (os "controles"). Em seguida, de forma retrospectiva, coletam informações sobre a exposição a possíveis fatores de risco em ambos os grupos. O objetivo é comparar a frequência da exposição entre os casos e os controles para determinar se há uma associação entre a exposição e a doença. A principal medida de associação calculada em um estudo caso-controle é o Odds Ratio (OR), que representa a razão das chances de exposição entre os casos e os controles. Um OR maior que 1 sugere que a exposição é um fator de risco para a doença. Apesar de sua eficiência, os estudos caso-controle são suscetíveis a vieses, como o viés de recordação (diferenças na capacidade de lembrar exposições entre casos e controles) e o viés de seleção dos controles, que devem ser cuidadosamente considerados no planejamento e análise.
A principal característica é que ele parte do desfecho (a doença) e retrospectivamente busca identificar a exposição a fatores de risco, comparando a frequência dessa exposição entre casos (doentes) e controles (não doentes).
É mais apropriado para investigar doenças raras, surtos, ou quando a doença tem um longo período de latência. É também eficiente em termos de tempo e custo, pois não exige o acompanhamento de uma grande população por anos.
Em um estudo caso-controle, a medida de associação primária é o Odds Ratio (OR), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles, servindo como uma boa aproximação do risco relativo em doenças raras.
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