UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Para determinar os fatores sociodemográficos, comportamentais e de assistência à saúde relacionados à ocorrência de sífilis em mulheres atendidas em maternidades públicas, foi realizado um estudo entre julho de 2018 e julho de 2019. Na seleção das participantes foi considerado o resultado da sorologia por ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay) - variável usada para o diagnóstico de sífilis. Todas residiam em Recife e as informações pregressas foram obtidas por meio de entrevista durante a internação hospitalar. O nível de escolaridade fundamental incompleto (Odds Ratio - OR= 2,02), três ou mais parceiros sexuais no último ano (OR= 3,1) entre outros fatores, além de uma a três consultas ao pré-natal (OR= 3,5) e história anterior de infecção sexualmente transmissível (OR= 9,7), aumentaram as chances de ocorrência da doença. O DESENHO DESTE ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO É:
Estudo caso-controle: seleciona por desfecho (doença), busca exposição pregressa, calcula Odds Ratio (OR).
O estudo caso-controle parte da seleção de indivíduos com o desfecho (casos) e sem o desfecho (controles) para investigar retrospectivamente a exposição a fatores de risco. A presença de Odds Ratio (OR) como medida de associação é característica desse tipo de estudo.
Os estudos caso-controle são um tipo de desenho epidemiológico observacional analítico, amplamente utilizados para investigar a associação entre exposições e desfechos, especialmente em doenças raras ou com longo período de latência. A sua estrutura parte da seleção de dois grupos: os "casos", que são indivíduos que desenvolveram o desfecho de interesse (neste caso, sífilis), e os "controles", que são indivíduos semelhantes aos casos, mas que não desenvolveram o desfecho. A principal característica fisiopatológica ou metodológica é que, após a seleção dos grupos, os pesquisadores investigam retrospectivamente a história de exposição a possíveis fatores de risco em ambos os grupos. As informações sobre exposições pregressas são frequentemente coletadas por meio de entrevistas, questionários ou revisão de prontuários. A medida de associação calculada é o Odds Ratio (OR), que quantifica a chance de exposição entre os casos em relação aos controles. Para residentes, compreender o desenho caso-controle é crucial para a leitura crítica de literatura médica e para a interpretação de resultados de pesquisa. A capacidade de identificar esse tipo de estudo e entender suas limitações e vantagens, como a eficiência para investigar doenças raras e múltiplos fatores de risco, é fundamental para a prática da medicina baseada em evidências e para a preparação para exames de residência.
A principal característica é a seleção dos participantes com base na presença (casos) ou ausência (controles) do desfecho de interesse, e a posterior investigação retrospectiva da exposição a fatores de risco.
É particularmente útil para investigar doenças raras, desfechos com longo período de latência, ou quando se deseja explorar múltiplos fatores de risco para um único desfecho de forma eficiente.
A medida de associação mais comum é o Odds Ratio (OR), que estima a chance de exposição entre os casos em comparação com os controles, servindo como uma aproximação do risco relativo em doenças raras.
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