CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Quanto ao uso de antioxidantes conforme o estudo AREDS (Age related eye disease study), nas formas secas de DMRI:
AREDS indicado se: Drusas grandes OU drusas intermediárias + perda visual grave no olho contralateral.
A suplementação do estudo AREDS visa reduzir o risco de progressão para formas avançadas de DMRI em pacientes com características de alto risco, como drusas grandes ou perda visual prévia.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. O estudo AREDS foi um marco na oftalmologia por fornecer a primeira evidência sólida de que intervenções nutricionais podem alterar o curso natural de uma doença degenerativa ocular. O manejo da DMRI seca foca no controle de fatores de risco modificáveis (tabagismo, dieta, proteção UV) e na vigilância rigorosa com a tela de Amsler para detecção precoce de conversão para a forma úmida (exsudativa). A indicação precisa da suplementação AREDS é fundamental para evitar custos desnecessários e efeitos colaterais, garantindo que o tratamento seja direcionado ao grupo que comprovadamente apresenta redução de risco de perda visual grave.
De acordo com o Age-Related Eye Disease Study (AREDS), a suplementação com altas doses de antioxidantes e zinco é indicada para pacientes com alto risco de desenvolver DMRI avançada. Isso inclui indivíduos com: 1) DMRI intermediária em um ou ambos os olhos (muitas drusas de tamanho médio ou pelo menos uma drusa grande); ou 2) DMRI avançada (neovascular ou atrofia geográfica) em apenas um olho, visando proteger o olho contralateral que ainda mantém visão.
A fórmula original do AREDS continha Beta-caroteno, que foi associado a um aumento do risco de câncer de pulmão em fumantes. O estudo AREDS 2 refinou a fórmula substituindo o Beta-caroteno por Luteína (10mg) e Zeaxantina (2mg), além de testar a redução do zinco e a adição de Ômega-3. O AREDS 2 mostrou que a combinação de Luteína/Zeaxantina é mais segura e eficaz, tornando-se o padrão atual de tratamento para evitar o uso de Beta-caroteno.
Não. O estudo AREDS demonstrou que a suplementação não previne o aparecimento inicial da DMRI em pacientes saudáveis nem impede a progressão em estágios muito precoces (drusas pequenas). O benefício está restrito à redução da taxa de progressão de estágios intermediários para estágios avançados (perda de visão central) em cerca de 25% ao longo de 5 anos. Portanto, não deve ser prescrita como profilaxia geral.
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