Placenta e Cordão Umbilical: Estrutura e Função Essencial

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Durante uma consulta de pré-natal, uma gestante pergunta sobre a função e a estrutura da placenta, bem como do cordão umbilical. Ela deseja entender como esses componentes estão envolvidos na gestação e no desenvolvimento fetal. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA sobre a estrutura e a função da placenta e do cordão umbilical.

Alternativas

  1. A) A placenta é formada a partir do endométrio e é responsável pela troca de gases, nutrientes e resíduos entre a mãe e o feto.
  2. B) As vilosidades coriônicas, estruturas essenciais da placenta, começam a se formar a partir do citotrofoblasto e do sinciciotrofoblasto.
  3. C) A placenta membranosa é uma variação comum na qual as vilosidades coriônicas estão confinadas ao local de inserção da placenta.
  4. D) O cordão umbilical contém três vasos sanguíneos: duas artérias e uma veia, e é crucial para o transporte de nutrientes e oxigênio para o feto.

Pérola Clínica

Cordão umbilical = 2 artérias (feto → mãe) + 1 veia (mãe → feto) para trocas essenciais.

Resumo-Chave

O cordão umbilical é a via de comunicação vital entre a mãe e o feto, transportando oxigênio e nutrientes através da veia umbilical e removendo resíduos metabólicos e dióxido de carbono pelas artérias umbilicais. A compreensão de sua estrutura é fundamental para a avaliação da vitalidade fetal.

Contexto Educacional

A placenta e o cordão umbilical são estruturas temporárias, mas cruciais, que sustentam a vida fetal durante a gestação. A placenta, formada por componentes maternos (decídua basal) e fetais (cório frondoso), atua como um órgão multifuncional, realizando trocas gasosas, nutricionais, excretórias e endócrinas. Sua integridade e função são vitais para o crescimento e desenvolvimento fetal adequados, sendo a base para a saúde neonatal. As vilosidades coriônicas são as unidades funcionais da placenta, onde ocorrem as trocas materno-fetais. Elas se desenvolvem a partir do trofoblasto (citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto) e são banhadas pelo sangue materno nos espaços intervilosos. O cordão umbilical, por sua vez, é a conexão física entre o feto e a placenta, contendo tipicamente duas artérias e uma veia, envoltas pela geleia de Wharton, que oferece proteção. O conhecimento detalhado da anatomia e fisiologia da placenta e do cordão umbilical é indispensável para o acompanhamento pré-natal e a identificação precoce de possíveis complicações. Anomalias como a artéria umbilical única ou inserções anormais podem indicar riscos e exigir monitoramento mais rigoroso, impactando o planejamento do parto e o manejo pós-natal.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes principais do cordão umbilical e suas funções?

O cordão umbilical é composto por duas artérias umbilicais que levam sangue desoxigenado e resíduos do feto para a placenta, e uma veia umbilical que transporta sangue oxigenado e nutrientes da placenta para o feto.

Como a placenta realiza as trocas gasosas e nutricionais entre mãe e feto?

A placenta, através das vilosidades coriônicas, maximiza a área de superfície para trocas. O sangue materno e fetal circulam em espaços separados, permitindo a difusão de gases, nutrientes e resíduos sem mistura direta.

Quais são as principais anomalias do cordão umbilical e suas implicações?

Anomalias comuns incluem a artéria umbilical única (AUU), que pode estar associada a outras malformações fetais, e a inserção velamentosa, que aumenta o risco de vasa prévia e hemorragia.

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