UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Pedro Antônio Almada, 21 anos, residente na ilha Murutucum, município de Belém, Estado do Pará, onde há precárias condições sanitárias, apresenta dor epigástrica, exame protoparasitológico direto das fezes negativo para helmintos e protozoários e leucograma com eosinofilia de 12%. O médico da Estratégia Saúde da Família deve solicitar
Estrongiloidíase → eosinofilia + dor epigástrica + condições sanitárias precárias. Baermann para larvas.
A estrongiloidíase deve ser fortemente suspeitada em pacientes com eosinofilia persistente e sintomas gastrointestinais, especialmente em áreas endêmicas ou com saneamento básico deficiente. O método de Baermann é o mais sensível para detectar larvas de Strongyloides stercoralis, que podem não ser vistas em exames parasitológicos diretos.
A estrongiloidíase é uma infecção intestinal causada pelo nematoide Strongyloides stercoralis, endêmica em regiões tropicais e subtropicais com saneamento básico deficiente. É uma condição de saúde pública relevante devido à sua cronicidade e ao risco de hiperinfecção em pacientes imunocomprometidos, o que pode ser fatal. A suspeita clínica é fundamental em pacientes com histórico de exposição e sintomas gastrointestinais inespecíficos. O diagnóstico da estrongiloidíase é desafiador, pois a eliminação de larvas nas fezes é intermitente e em pequena quantidade. O exame parasitológico de fezes direto frequentemente resulta em falso negativo. Por isso, métodos de concentração de larvas, como o de Baermann-Moraes, são essenciais para aumentar a sensibilidade diagnóstica. A eosinofilia periférica é um achado laboratorial comum e um forte indicativo de parasitose, devendo sempre levantar a suspeita de estrongiloidíase em contextos epidemiológicos favoráveis. O tratamento da estrongiloidíase é feito com ivermectina, sendo crucial para evitar complicações graves como a síndrome de hiperinfecção. A identificação e tratamento precoce são importantes para melhorar o prognóstico, especialmente em pacientes que serão submetidos a imunossupressão. A educação sobre higiene e saneamento também desempenha um papel vital na prevenção da transmissão.
A estrongiloidíase pode apresentar dor epigástrica, diarreia, rash cutâneo migratório (larva currens) e, classicamente, eosinofilia periférica persistente, mesmo em casos assintomáticos.
O método de Baermann concentra as larvas rabditoides de Strongyloides stercoralis, que são eliminadas intermitentemente e em menor quantidade nas fezes, tornando-o mais sensível que o exame direto para sua detecção.
Em áreas endêmicas, a eosinofilia persistente pode indicar diversas parasitoses intestinais (como estrongiloidíase, ancilostomíase, ascaridíase), mas também pode estar associada a alergias, doenças autoimunes ou neoplasias.
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