Estrongiloidíase: Diagnóstico e Tratamento Essencial

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Sobre a estrongiloidíase, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) A estrongiloidíase é uma helmintose causada por dois geohelmintos, pertencentes à família Rhabdisidae, sendo seus representantes o Strongyloides Stercoralis e o Strongyloides fullebormi.
  2. B) A transmissão pode ser fecal-oral ou por meio da penetração pela pele de larvas presentes no solo.
  3. C) Entre as medicações utilizadas na profilaxia de estrongiloidíase em indivíduos que serão submetidos à imunossupressão, podem ser utilizados albendazol ou ivermectina.
  4. D) Entre os métodos de detecção de larvas, o método de Kato-Katz é o padrão-ouro para detecção da estrongiloidíase.
  5. E) Nos quadros de estrongiloidíase disseminada, as larvas podem ser identificadas em qualquer fluído orgânico, como lavado bronco-alveolar, líquido cefalorraquidiano, entre outros.

Pérola Clínica

Estrongiloidíase: diagnóstico por Baermann-Moraes/Rugai; Kato-Katz NÃO é padrão-ouro para larvas.

Resumo-Chave

A estrongiloidíase é uma helmintose causada por Strongyloides stercoralis, transmitida por penetração cutânea de larvas filariformes. O diagnóstico requer métodos específicos para larvas, como Baermann-Moraes ou Rugai, pois o Kato-Katz é mais adequado para ovos de outros helmintos, não sendo eficaz para Strongyloides devido à baixa carga de ovos e eclosão rápida.

Contexto Educacional

A estrongiloidíase é uma helmintose intestinal causada principalmente pelo Strongyloides stercoralis, um geohelminto com ciclo de vida complexo que inclui autoinfecção e hiperinfecção, especialmente em pacientes imunocomprometidos. É uma doença negligenciada, mas de grande importância clínica devido ao potencial de formas graves e disseminadas, com alta mortalidade. A compreensão de sua epidemiologia e patogenia é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A transmissão ocorre principalmente pela penetração cutânea de larvas filariformes presentes no solo contaminado. O diagnóstico laboratorial é desafiador, pois a eliminação de larvas nas fezes pode ser intermitente e em pequena quantidade. Métodos que concentram larvas, como Baermann-Moraes, Rugai ou cultura em ágar, são mais sensíveis que exames coproparasitológicos de rotina (como o Kato-Katz, que é inadequado para Strongyloides). A sorologia também pode ser útil, especialmente em casos de baixa carga parasitária. O tratamento da estrongiloidíase é feito com ivermectina ou albendazol, sendo a ivermectina a droga de escolha. Em pacientes imunocomprometidos ou com estrongiloidíase disseminada, o tratamento deve ser agressivo e prolongado. A profilaxia em indivíduos que serão submetidos à imunossupressão é crucial para prevenir a síndrome de hiperinfecção, que pode ser fatal.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais vias de transmissão da estrongiloidíase?

A principal via de transmissão é a penetração cutânea de larvas filariformes presentes no solo contaminado. A transmissão fecal-oral é menos comum, mas pode ocorrer em casos de autoinfecção.

Por que o método de Kato-Katz não é o padrão-ouro para estrongiloidíase?

O método de Kato-Katz é otimizado para a detecção de ovos de helmintos em amostras fecais. Para Strongyloides stercoralis, que libera larvas e não ovos nas fezes (ou ovos que eclodem rapidamente), métodos como Baermann-Moraes ou Rugai, que concentram larvas, são mais eficazes.

Quais são as opções de tratamento para a estrongiloidíase?

As medicações de escolha para o tratamento da estrongiloidíase são a ivermectina e o albendazol. A ivermectina é geralmente preferida devido à sua eficácia e conveniência posológica.

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