SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Uma criança de seis anos de idade, com retardo mental, apresenta diarreia, dor abdominal epigástrica de forte intensidade e flatulência. Há uma semana apresenta rash eritematopapular pruriginoso e sintomas asmatiformes. Qual a parasitose mais provável e o tratamento correspondente associado a esse quadro?
Estrongiloidíase → Dor epigástrica, diarreia, rash pruriginoso (larva currens) e sintomas pulmonares (síndrome de Loeffler). Tratamento: Ivermectina.
A estrongiloidíase, causada por Strongyloides stercoralis, pode apresentar um quadro clínico polimorfo, incluindo sintomas gastrointestinais (dor epigástrica, diarreia), cutâneos (larva currens, rash pruriginoso) e pulmonares (sintomas asmatiformes, síndrome de Loeffler), especialmente em pacientes imunocomprometidos ou com condições predisponentes. A ivermectina é o tratamento de escolha.
A estrongiloidíase, causada pelo nematódeo Strongyloides stercoralis, é uma parasitose intestinal com características únicas, como a capacidade de autoinfecção e um ciclo de vida complexo que pode levar a manifestações clínicas variadas. É endêmica em regiões tropicais e subtropicais e pode ser subdiagnosticada devido à inespecificidade dos sintomas. A fisiopatologia envolve a penetração da larva filariforme na pele, migração pelos pulmões (causando a Síndrome de Loeffler com sintomas asmatiformes e infiltrados pulmonares eosinofílicos), e maturação no intestino delgado, onde as fêmeas partenogenéticas produzem larvas rabditoides. A autoinfecção ocorre quando larvas rabditoides se transformam em filariformes no intestino ou pele perianal, reinfectando o hospedeiro e perpetuando a infecção por décadas. O rash eritematopapular pruriginoso e migratório, conhecido como larva currens, é patognomônico. O diagnóstico é feito pela detecção de larvas nas fezes, escarro ou aspirado duodenal, embora possa ser desafiador. O tratamento de escolha é a ivermectina, que é altamente eficaz e bem tolerada. Em pacientes imunocomprometidos, a estrongiloidíase pode ser fatal devido à síndrome de hiperinfecção ou disseminação, exigindo tratamento agressivo e monitoramento rigoroso.
A estrongiloidíase pode causar dor abdominal epigástrica, diarreia, flatulência, rash cutâneo pruriginoso migratório (larva currens) e sintomas pulmonares como tosse e sibilância (síndrome de Loeffler).
A ivermectina é altamente eficaz contra as formas adultas e larvárias do Strongyloides stercoralis, com boa tolerabilidade e posologia conveniente, sendo superior a outros anti-helmínticos em muitos casos.
Em pacientes imunocomprometidos, a estrongiloidíase pode evoluir para a síndrome de hiperinfecção ou estrongiloidíase disseminada, com alta mortalidade, envolvendo múltiplos órgãos e sistemas, incluindo o sistema nervoso central e pulmões.
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