HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Dos estrógenos utilizados nos anticoncepcionais combinados orais, os considerados naturais são:
Valerato de Estradiol e 17 Beta estradiol = estrógenos naturais em ACOs combinados.
O valerato de estradiol e o 17 beta estradiol são considerados estrógenos naturais e são utilizados em alguns anticoncepcionais orais combinados, oferecendo um perfil mais próximo ao estrogênio endógeno em comparação com o etinilestradiol, que é um estrogênio sintético.
Os anticoncepcionais orais combinados (ACOs) são um método contraceptivo amplamente utilizado, que contém uma combinação de um estrogênio e um progestagênio. A escolha do tipo de estrogênio e progestagênio influencia o perfil de segurança e eficácia do contraceptivo. Tradicionalmente, o estrogênio mais comum nos ACOs é o etinilestradiol, um estrogênio sintético com alta potência e boa biodisponibilidade oral. No entanto, nos últimos anos, houve um crescente interesse em estrógenos considerados "naturais" ou bioidênticos, como o valerato de estradiol e o 17 beta estradiol. O valerato de estradiol é um pró-fármaco que é metabolizado em 17 beta estradiol no organismo, que é o estrogênio endógeno principal. A utilização desses estrógenos naturais em ACOs visa mimetizar mais de perto a fisiologia hormonal feminina, com o potencial de um perfil metabólico e de coagulação mais favorável, embora a relevância clínica dessas diferenças em termos de risco tromboembólico ainda seja objeto de pesquisa e debate.
Estrógenos naturais (como valerato de estradiol e 17 beta estradiol) são quimicamente idênticos aos produzidos pelo corpo. Estrógenos sintéticos (como etinilestradiol) são modificados para aumentar sua potência e biodisponibilidade oral.
O etinilestradiol é amplamente utilizado devido à sua alta potência, boa biodisponibilidade oral e meia-vida prolongada, o que permite uma dosagem diária eficaz e um bom controle do ciclo.
Anticoncepcionais com estrógenos naturais podem ter um perfil metabólico mais favorável e menor impacto em alguns parâmetros de coagulação, potencialmente reduzindo o risco de eventos tromboembólicos em comparação com o etinilestradiol, embora a evidência ainda esteja em estudo.
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