HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Paciente de 4 anos de idade, previamente hígido, foi trazido à consulta pediátrica devido a lesões de pele notadas há 3 dias, pruriginosas, que apareceram depois que viajou para a chácara de familiares no entorno da cidade. Nega febre. Ao exame, apresenta pápulas com vesícula central, com aproximadamente 0,5 cm, com discreta hiperemia ao redor, em membros superiores e inferiores, distribuídas linearmente e aos pares. Não apresenta lesões palmoplantares, face ou tronco.Assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável para este caso.
Criança com pápulas pruriginosas com vesícula central, em áreas expostas e distribuição linear/agrupada → Estrófulo (prurigo agudo infantil).
O estrófulo, ou prurigo agudo infantil, é uma reação de hipersensibilidade a picadas de insetos. O quadro clínico clássico inclui pápulas urticariformes com uma vesícula ou crosta central, intensamente pruriginosas, localizadas em áreas expostas e, por vezes, com distribuição linear ("sinal do trajeto").
O estrófulo, também conhecido como prurigo agudo infantil ou urticária papular, é uma dermatose extremamente comum na infância, especialmente em crianças atópicas. Trata-se de uma reação de hipersensibilidade cutânea a antígenos presentes na saliva de insetos, como mosquitos, pulgas, formigas e percevejos. A exposição prévia a essas picadas sensibiliza o sistema imunológico da criança. A fisiopatologia envolve reações de hipersensibilidade do tipo I (imediata, mediada por IgE) e do tipo IV (tardia, mediada por células T), o que explica a natureza recorrente e a morfologia das lesões. Clinicamente, o quadro se manifesta com o surgimento súbito de pápulas eritematosas e edematosas, muito pruriginosas, que evoluem com a formação de uma pequena vesícula ou bolha central. Com a coçadura, podem surgir escoriações e crostas, com risco de infecção secundária (impetiginização). O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na morfologia e distribuição das lesões. A localização em áreas expostas, a ausência de sintomas sistêmicos como febre, e a distribuição agrupada ou linear (seguindo o trajeto do inseto) são pistas diagnósticas importantes. O diagnóstico diferencial inclui escabiose, varicela, impetigo e síndrome mão-pé-boca, sendo a história clínica e o exame físico detalhado suficientes para a distinção na maioria dos casos.
As características chave são: lesões do tipo pápulas eritemato-edematosas, frequentemente com uma vesícula ou ponto hemorrágico central, intensamente pruriginosas. Elas se localizam preferencialmente em áreas expostas a insetos, como membros superiores e inferiores, e podem ter uma distribuição agrupada ou linear.
O tratamento é primariamente sintomático. Utilizam-se anti-histamínicos orais para controlar o prurido intenso e corticoides tópicos de baixa a média potência para reduzir a inflamação local. Medidas de controle ambiental, como uso de repelentes e dedetização, são cruciais para a prevenção de novas lesões.
A síndrome mão-pé-boca, causada pelo Coxsackievirus, classicamente afeta palmas das mãos, plantas dos pés e a cavidade oral (enantema), locais tipicamente poupados no estrófulo. Além disso, a síndrome mão-pé-boca frequentemente cursa com febre e sintomas sistêmicos, que são ausentes no estrófulo.
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