UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
A doença de Crohn é uma doença inflamatória crônica transmural que normalmente afeta o íleo distal e pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal. Durante a atividade da doença, a condição do paciente pode complicar com abscessos, fístulas internas e externas, obstrução intestinal, necessitando de intervenção cirúrgica. Nas cirurgias em pacientes com doença de Crohn, o procedimento cirúrgico de estricturoplastia está contraindicado na presença de:
Estrituroplastia na Crohn → contraindicada em perfuração, flegmão ou desnutrição grave (risco de deiscência).
A estrituroplastia preserva o comprimento intestinal em estenoses fibróticas, mas é proibitiva em tecidos friáveis, infectados ou perfurados.
A cirurgia na Doença de Crohn é reservada para o tratamento de complicações, já que o procedimento não é curativo. A estrituroplastia surge como uma alternativa conservadora à ressecção, sendo particularmente útil em estenoses fibróticas crônicas. As técnicas mais comuns são a de Heineke-Mikulicz (para estenoses curtas) e a de Finney (para estenoses intermediárias). A segurança do procedimento depende da qualidade do tecido intestinal. Em situações de inflamação aguda severa, perfuração ou sepse local, a integridade da sutura (anastomose) fica comprometida devido à friabilidade tecidual e ao ambiente infectado. Portanto, a perfuração de alça intestinal torna a ressecção a conduta padrão, visando remover o foco infeccioso e garantir uma cicatrização segura.
A estrituroplastia é uma técnica cirúrgica utilizada na Doença de Crohn para tratar estenoses intestinais sem a necessidade de ressecção da alça. O objetivo principal é a preservação do comprimento do intestino delgado, prevenindo a síndrome do intestino curto, especialmente em pacientes que já sofreram múltiplas enterectomias prévias.
As contraindicações absolutas ou relativas incluem: perfuração intestinal com peritonite, presença de flegmão ou abscesso na área da estenose, suspeita de malignidade na lesão, desnutrição grave (albumina < 2.0 g/dL) e estenoses muito longas onde a técnica não seja tecnicamente viável. Nesses casos, a ressecção segmentar é preferível.
Não. Pelo contrário, a presença de múltiplas estenoses curtas (especialmente as menores que 10 cm) é a indicação clássica para a técnica de Heineke-Mikulicz. A estrituroplastia permite tratar vários pontos de obstrução mantendo a superfície de absorção intestinal íntegra.
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