UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente de 65 anos, com história de doença de Crohn é submetido a uma ileocolectomia devido à presença de estenoses múltiplas no íleo terminal. Durante o procedimento, o cirurgião opta por realizar uma estricturoplastia em um segmento do intestino delgado. Qual é o principal benefício dessa técnica em comparação à ressecção do segmento estenosado?
Estrituroplastia no Crohn = Preservação de comprimento intestinal → Prevenção de Síndrome do Intestino Curto.
A estrituroplastia é uma técnica poupadora de parênquima que trata estenoses fibróticas sem a necessidade de ressecção, fundamental em doenças recorrentes como o Crohn.
A Doença de Crohn é caracterizada por um curso transmural e recorrente, frequentemente levando a estenoses. Devido à natureza crônica e à necessidade de múltiplas intervenções ao longo da vida, a estratégia cirúrgica deve ser conservadora. A estrituroplastia (como as técnicas de Heineke-Mikulicz para estenoses curtas ou Finney para longas) permite alargar o lúmen intestinal sem remover segmentos, sendo uma ferramenta vital para manter a autonomia nutricional e a qualidade de vida do paciente.
É indicada em estenoses fibróticas do intestino delgado, especialmente em pacientes com múltiplas estenoses, estenoses recorrentes em locais de anastomoses prévias ou naqueles com risco de síndrome do intestino curto.
A preservação do comprimento intestinal total. Como o Crohn é uma doença recorrente, múltiplas ressecções ao longo da vida podem levar à falência intestinal; a estrituroplastia evita esse desfecho.
Geralmente não. Estenoses com inflamação aguda ativa devem ser tratadas clinicamente com corticoides ou biológicos. A técnica cirúrgica é ideal para cicatrizes fibróticas estáveis que causam obstrução.
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