FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Lactente de cinco semanas foi encaminhado ao ambulatório por apresentar estridor persistente desde o nascimento, com piora há dois dias, por quadro respiratório viral. O estridor desaparece eventualmente quando a criança está dormindo de “barriga para baixo”. Qual exame complementar deve ser solicitado?
Estridor persistente em lactente, piora com infecção, melhora em decúbito ventral → Videofibronasolaringoscopia para Laringomalácia.
O estridor persistente em lactentes, especialmente aquele que piora com infecções respiratórias e melhora em decúbito ventral, é altamente sugestivo de laringomalácia, a causa mais comum de estridor congênito. A videofibronasolaringoscopia é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, permitindo a visualização direta das estruturas laríngeas e a identificação do colapso supraglótico.
O estridor é um som respiratório agudo, musical, resultante da passagem turbulenta de ar por uma via aérea parcialmente obstruída. Em lactentes, o estridor persistente é um sinal de alerta que exige investigação. A laringomalácia é a etiologia mais frequente, uma condição benigna na maioria dos casos, mas que pode causar desconforto respiratório significativo, dificuldade de alimentação e, em casos graves, falha de crescimento. A fisiopatologia da laringomalácia envolve a imaturidade ou flacidez da cartilagem laríngea supraglótica, levando ao seu colapso durante a inspiração e obstrução da via aérea. O quadro clínico é característico, com estridor inspiratório que se agrava em certas posições ou durante o esforço. É crucial diferenciar a laringomalácia de outras causas mais graves de estridor, como estenose subglótica, paralisia de cordas vocais, anéis vasculares ou massas. O diagnóstico definitivo da laringomalácia é realizado por videofibronasolaringoscopia flexível. Este exame permite ao médico visualizar a laringe em tempo real, observando o colapso das estruturas supraglóticas durante a respiração. A maioria dos casos de laringomalácia é leve e se resolve espontaneamente até os 18-24 meses de idade. O tratamento é conservador, com medidas de suporte, mas em casos graves com comprometimento respiratório ou nutricional, a supragloteplastia pode ser indicada.
A laringomalácia é a causa mais comum de estridor congênito, representando cerca de 60-70% dos casos. É caracterizada por flacidez das estruturas supraglóticas que colapsam durante a inspiração.
O estridor na laringomalácia é tipicamente inspiratório, de intensidade variável, presente desde o nascimento ou nas primeiras semanas de vida, e pode piorar com choro, alimentação, infecções respiratórias e em decúbito dorsal, melhorando em decúbito ventral.
A videofibronasolaringoscopia permite a visualização direta e dinâmica das estruturas laríngeas, identificando o colapso da epiglote e das pregas aritenoepiglóticas durante a inspiração, confirmando o diagnóstico de laringomalácia e excluindo outras causas de estridor.
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