HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
Considerando a imagem abaixo e os conhecimentos que ela suscita, julgue :A técnica à direita, com o mesmo propósito, é reservada para segmentos intestinais com comprimento superior a 10 cm. Ambas as abordagens buscam preservar o intestino delgado a taxas de recorrência de ressecções e reanastomoses.
Estricturoplastias: preservar intestino em Crohn. Heineke-Mikulicz para estenoses curtas, Finney/Michelassi para longas.
As estricturoplastias são técnicas cirúrgicas utilizadas na Doença de Crohn para tratar estenoses intestinais, visando preservar o comprimento do intestino delgado e evitar a síndrome do intestino curto. Diferentes técnicas são aplicadas dependendo do comprimento da estenose, como Heineke-Mikulicz para estenoses curtas e Finney ou Michelassi para estenoses mais longas (>10 cm).
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, mas mais comumente o intestino delgado. Uma de suas complicações mais frequentes são as estenoses, que podem levar à obstrução intestinal e exigir intervenção cirúrgica. A compreensão das diferentes abordagens cirúrgicas, como as estricturoplastias, é fundamental para residentes e cirurgiões. As estricturoplastias são procedimentos cirúrgicos que visam alargar o lúmen de um segmento intestinal estenótico sem a necessidade de ressecção. O principal objetivo é preservar o máximo de intestino delgado possível, evitando a síndrome do intestino curto, uma complicação grave de ressecções repetidas. A escolha da técnica depende do comprimento e da localização da estenose. Para estenoses curtas (geralmente < 10 cm), a técnica de Heineke-Mikulicz é a mais comum. Para estenoses mais longas, técnicas como Finney (para estenoses de 10-25 cm) ou Michelassi (para estenoses muito longas, > 25 cm) são empregadas. Embora as estricturoplastias não curem a Doença de Crohn e a recorrência seja possível, elas oferecem uma alternativa valiosa à ressecção, melhorando a qualidade de vida e a função intestinal dos pacientes.
As estricturoplastias são indicadas para estenoses sintomáticas do intestino delgado em pacientes com Doença de Crohn, especialmente aqueles com múltiplas estenoses, estenoses recorrentes após ressecção ou risco de síndrome do intestino curto. O objetivo é aliviar a obstrução sem remover segmentos intestinais funcionais.
A técnica de Heineke-Mikulicz é utilizada para estenoses curtas (até 7-10 cm), envolvendo uma incisão longitudinal e fechamento transversal. Para estenoses mais longas (acima de 10 cm), técnicas como Finney (em 'U') ou Michelassi (latero-lateral isométrica) são empregadas para alargar o lúmen intestinal, preservando o comprimento.
A principal vantagem é a preservação do comprimento do intestino delgado, o que reduz o risco de síndrome do intestino curto, desnutrição e dependência de nutrição parenteral. Embora a taxa de recorrência da doença possa ser similar, a qualidade de vida e a função intestinal são geralmente melhores com a preservação.
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