CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016
A principal complicação da condição representada na figura abaixo é:
Estrias angioides → Ruptura da membrana de Bruch → Membrana Neovascular Coroidal.
A principal causa de perda visual grave em pacientes com estrias angioides é o desenvolvimento de membranas neovasculares sub-retinianas devido a fragilidade da membrana de Bruch.
As estrias angioides são manifestações oculares de patologias que afetam as fibras elásticas e o colágeno. A calcificação e fragilidade da membrana de Bruch levam a rupturas espontâneas ou traumáticas. A importância clínica reside no alto risco de neovascularização coroidal, que ocorre em até 70-80% dos pacientes ao longo da vida. O manejo atual envolve o monitoramento rigoroso com tela de Amsler e OCT de alta resolução. O tratamento de escolha para a membrana neovascular coroidal secundária a estrias angioides é a terapia com anti-VEGF intravítreo, que visa estabilizar a visão e reduzir o edema macular, embora o prognóstico a longo prazo exija vigilância constante devido à natureza progressiva das rupturas na membrana de Bruch.
Estrias angioides são rupturas lineares e irregulares na membrana de Bruch, que é a camada entre a coroide e o epitélio pigmentado da retina. Elas aparecem no fundo de olho como linhas escuras ou avermelhadas que irradiam da papila óptica, assemelhando-se a vasos sanguíneos (daí o nome 'angioides'), mas localizadas em um plano mais profundo.
Como as estrias representam fendas na membrana de Bruch, elas criam um caminho de menor resistência para que os vasos da coroide cresçam em direção ao espaço sub-retiniano. Esse processo, chamado de neovascularização coroidal (MNVC), leva a exsudação, hemorragia e eventual cicatrização disciforme, resultando em perda severa da visão central.
As estrias angioides estão frequentemente associadas a doenças sistêmicas, sendo a mais comum o Pseudoxantoma Elástico (Síndrome de Grönblad-Strandberg). Outras associações importantes incluem a Doença de Paget óssea, Anemia Falciforme e Síndrome de Ehlers-Danlos. O diagnóstico das estrias deve sempre motivar uma investigação sistêmica.
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