CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
A presença de lesões lineares com distribuição centrífuga a partir do nervo óptico, hiperfluorescentes à angiofluoresceinografia por defeito "em janela", sugere tratar-se mais provavelmente de:
Estrias angioides = linhas centrífugas do disco óptico + defeito 'em janela' na angiofluoresceinografia.
As estrias angioides representam roturas na membrana de Bruch calcificada, irradiando-se do nervo óptico e predispondo à neovascularização de coroide.
Estrias angioides são alterações estruturais decorrentes de fissuras na membrana de Bruch, que se torna quebradiça devido à deposição mineral. Clinicamente, elas partem do disco óptico de forma centrífuga, assemelhando-se a vasos sanguíneos, mas localizadas abaixo da retina. Na angiofluoresceinografia, elas apresentam-se como linhas hiperfluorescentes por 'defeito em janela', devido à atrofia do epitélio pigmentado da retina (EPR) sobrejacente às fissuras. O reconhecimento dessas lesões é crucial não apenas pelo risco ocular, mas também para a investigação de doenças sistêmicas potencialmente graves.
São fissuras ou roturas na membrana de Bruch que se tornou espessa e calcificada. No fundo de olho, aparecem como linhas irregulares, de coloração avermelhada ou acastanhada, que se irradiam a partir da região peripapilar.
A associação mais comum é o Pseudoxantoma Elástico (Síndrome de Grönblad-Strandberg). Outras associações importantes incluem a Doença de Paget óssea, Anemia Falciforme, Síndrome de Ehlers-Danlos e Beta-talassemia.
O principal risco é o desenvolvimento de Membrana Neovascular Sub-retiniana (MNVS) através das roturas na membrana de Bruch. Isso pode levar a hemorragias maculares e perda grave da visão central se não tratado com anti-VEGF.
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