CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Qual das condições abaixo melhor se caracteriza por formação de neovascularização coroidal macular, secundária à ruptura da membrana de bruch calcificada, após pequenos traumas?
Estrias angioides = Ruptura da membrana de Bruch calcificada + Risco de NVC após trauma.
As estrias angioides resultam de alterações estruturais (calcificação) na membrana de Bruch, tornando-a quebradiça. Pequenos traumas podem causar rupturas que evoluem para neovascularização coroidal macular.
As estrias angioides representam uma manifestação oftalmológica de doenças sistêmicas que afetam o tecido elástico e o metabolismo mineral. A fisiopatologia envolve a calcificação da camada elástica da membrana de Bruch, que perde sua flexibilidade e se rompe sob estresse mecânico mínimo. Ao exame de fundo de olho, aparecem como linhas escuras, avermelhadas ou acinzentadas, semelhantes a vasos sanguíneos (daí o nome 'angioides'), mas localizadas abaixo da retina. A complicação mais temida é a neovascularização coroidal (NVC) macular. Diferente da DMRI, onde a NVC surge de processos degenerativos complexos, nas estrias angioides a ruptura física da barreira entre a coróide e a retina é o gatilho principal. Pacientes diagnosticados devem ser orientados a evitar esportes de contato e usar proteção ocular, além de realizar triagem para doenças sistêmicas associadas, especialmente o Pseudoxantoma Elástico, que pode ter manifestações cardiovasculares graves.
As estrias angioides são rupturas lineares e irregulares na membrana de Bruch que se tornaram calcificadas e quebradiças. Elas irradiam da região peripapilar para a periferia. A causa base é geralmente uma alteração nas fibras elásticas e deposição de cálcio. Estão fortemente associadas a condições sistêmicas, sendo o Pseudoxantoma Elástico (PXE) a mais comum (Síndrome de Grönblad-Strandberg), mas também ocorrem na Doença de Paget, Anemia Falciforme e Síndrome de Ehlers-Danlos.
Devido à calcificação e perda de elasticidade da membrana de Bruch, o tecido torna-se extremamente frágil. Um trauma ocular que seria insignificante em um olho normal pode causar rupturas extensas na membrana de Bruch e no complexo epitélio pigmentado da retina (EPR)/coriocapilar. Essas rupturas funcionam como 'portas de entrada' para o crescimento de vasos da coróide para o espaço sub-retiniano, resultando em neovascularização coroidal (NVC).
O tratamento de escolha para a neovascularização coroidal (NVC) secundária a estrias angioides é a terapia com injeções intravítreas de agentes anti-VEGF (como ranibizumabe ou aflibercepte). O objetivo é regredir os neovasos e reduzir o edema macular. No entanto, o prognóstico visual a longo prazo pode ser reservado devido à progressão da atrofia coriorretiniana e à recorrência de membranas neovasculares.
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