Estreptococos Grupo B (EGB): Profilaxia na Gestação e Parto

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em relação ao estreptococos do grupo B (EGB), é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) quando o resultado vem positivo, o pre-natalista deve prescrever penicilina cristalina ou ampicilina.
  2. B) parturientes que não fizeram pesquisa de EGB devem fazer profilaxia da infecção neonatal.
  3. C) a pesquisa do EGB deve ser solicitada no terceiro trimestre junto com a repetição das sorologias suscetíveis.
  4. D) os casos de EGB negativos no pré-natal com 35 semanas, se apresentarem rotura de membranas com mais de 18 horas, devem fazer profilaxia.
  5. E) além das parturientes que têm pesquisa de EGB positivo, as que apresentam trabalho de parto prematuro, ou que apresentam febre no trabalho de parto e não fizeram pesquisa, devem fazer profilaxia.

Pérola Clínica

Profilaxia EGB: EGB+ ou fatores de risco (TP prematuro, febre intraparto, RPMO >18h) se status EGB desconhecido.

Resumo-Chave

A profilaxia intraparto para Estreptococos do Grupo B (EGB) é essencial para prevenir a doença neonatal precoce. É indicada para gestantes com cultura positiva para EGB e para aquelas com status desconhecido que apresentem fatores de risco como trabalho de parto prematuro, febre intraparto ou rotura prematura de membranas prolongada (>18h).

Contexto Educacional

O Estreptococos do Grupo B (EGB), ou Streptococcus agalactiae, é uma bactéria comum que pode colonizar o trato gastrointestinal e geniturinário de mulheres assintomáticas. Embora geralmente inofensivo para a mãe, o EGB é a principal causa de sepse e meningite neonatal de início precoce, com alta morbimortalidade. A prevenção da transmissão vertical durante o parto é, portanto, uma prioridade na assistência pré-natal. O rastreamento para EGB é recomendado para todas as gestantes entre 35 e 37 semanas de gestação, através de cultura de swab vaginal e retal. Essa janela é crucial, pois o resultado é mais preditivo para o status de colonização no momento do parto. A profilaxia antibiótica intraparto é a estratégia mais eficaz para prevenir a doença neonatal precoce. As indicações para a profilaxia incluem: cultura positiva para EGB no rastreamento atual, bacteriúria por EGB em qualquer momento da gestação, histórico de filho anterior com doença invasiva por EGB, e gestantes com status de EGB desconhecido que apresentem fatores de risco como trabalho de parto prematuro (<37 semanas), febre intraparto (temperatura ≥38°C) ou rotura prematura de membranas prolongada (≥18 horas). A penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de escolha, administrada pelo menos 4 horas antes do parto para garantir níveis terapêuticos.

Perguntas Frequentes

Quando e como é feito o rastreamento para Estreptococos do Grupo B (EGB) na gestação?

O rastreamento para EGB é realizado entre 35 e 37 semanas de gestação, através de cultura de swab vaginal e retal. Essa janela é escolhida para que o resultado seja o mais preditivo possível para o momento do parto.

Quais são as principais indicações para a profilaxia intraparto de EGB?

A profilaxia é indicada para gestantes com cultura positiva para EGB, bacteriúria por EGB em qualquer momento da gestação, histórico de filho anterior com doença invasiva por EGB, e para gestantes com status de EGB desconhecido que apresentem trabalho de parto prematuro, febre intraparto (≥38°C) ou rotura de membranas ≥18 horas.

Qual o esquema antibiótico recomendado para a profilaxia de EGB?

A penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de primeira escolha. Em caso de alergia à penicilina sem risco de anafilaxia, a ampicilina pode ser usada. Para alergia grave (com risco de anafilaxia), cefazolina ou clindamicina/eritromicina (se sensibilidade conhecida) são alternativas.

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